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Zema critica STF como “poder incendiário” e distancia-se de Flávio Bolsonaro

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), fez declarações contundentes durante sua agenda no Recife. Em entrevistas a rádios locais, Zema abordou temas sensíveis do cenário político nacional, reiterando sua posição de distanciamento em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e proferindo fortes críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), a quem classificou como um “poder incendiário”.

As falas do político ocorrem em um momento de intensa repercussão sobre os supostos vínculos entre Flávio Bolsonaro e ministros do STF com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Vorcaro encontra-se detido sob suspeita de liderar um esquema de fraudes financeiras que, conforme investigações da Polícia Federal, podem alcançar cifras bilionárias. Este contexto adiciona uma camada de complexidade às declarações de Zema, que busca posicionar-se de forma distinta no panorama político.

Zema e a relação com Flávio Bolsonaro

Questionado sobre um possível “azedamento” em sua relação com Flávio Bolsonaro, Zema foi enfático ao afirmar que “nunca fomos próximos”. Ele explicou que seu contato mais significativo foi com o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante o período em que atuou como governador e apoiou a reeleição presidencial em 2022. Zema destacou que, mesmo com um candidato lançado por Bolsonaro em Minas Gerais, conseguiu ser reeleito em primeiro turno, atribuindo ao ex-presidente a entrega de “coisas boas para os mineiros”, como a ampliação do metrô com aporte federal.

A declaração de Zema ganha relevância diante das informações que vieram à tona em maio, revelando que Vorcaro teria auxiliado no financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, com negociações que envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente. Inicialmente, o senador teria ocultado sua ligação com o banqueiro, a quem chegou a visitar enquanto este usava tornozeleira eletrônica. Posteriormente, um áudio foi divulgado, no qual Flávio Bolsonaro supostamente cobra dinheiro de Vorcaro para o filme. Na ocasião, Zema já havia criticado o senador, classificando a cobrança como “imperdoável” e alertando que “não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”.

Críticas contundentes ao Supremo Tribunal Federal

Além de abordar sua relação com os Bolsonaro, Zema voltou a direcionar duras críticas ao Supremo Tribunal Federal. Ele reiterou a expressão “frutas podres” para se referir a ministros da corte, uma metáfora que já havia utilizado anteriormente. Segundo o pré-candidato, o Supremo, que no passado desfrutava de grande respeito e era visto como um “porto seguro” e quase um poder moderador, teria se transformado em um “poder incendiário” nos últimos 15 anos.

Para Zema, o STF estaria “jogando gasolina no incêndio”, criando novas crises em vez de amenizar as existentes. Ele expressou confiança em uma futura renovação no Senado, que, em sua visão, será capaz de “eliminar” essas “frutas podres”, indicando uma visão de que o poder judiciário precisa de uma reestruturação ou de novos membros para recuperar sua credibilidade e função original.

O Caso Master e as investigações em curso

Outro ponto abordado por Zema foi a inclusão do líder do governo no Congresso, senador Jaques Wagner (PT-BA), na lista de investigados no Caso Master. A Polícia Federal investiga se o senador teria recebido pagamentos e benefícios em troca de apoio a medidas no Congresso que beneficiariam o Banco Master, como a chamada “Emenda Master”. Suspeitas envolvem a compra de um apartamento de luxo em Salvador e um pagamento de R$ 3,5 milhões, embora Wagner negue qualquer irregularidade.

Zema criticou a situação, afirmando que é “mais um que se considera acima da lei, acima de tudo”. Ele conectou o caso à anulação da Operação Lava Jato, que, em sua análise, teria criado um grupo de “descondenados” que se sentem impunes para cometer “estripulias” e “maracutaias”. O pré-candidato ressaltou ser o único a denunciar essa situação “com força, de maneira muito clara”, enfatizando a necessidade de não tolerar mais tais práticas no Brasil. Para mais informações sobre as investigações em andamento, consulte fontes confiáveis como o G1.

Contexto político e pré-candidatura de Zema

As declarações de Zema no Recife fazem parte de uma estratégia mais ampla de sua pré-candidatura à Presidência. Ao criticar o STF e distanciar-se de figuras controversas, ele busca consolidar uma imagem de político que combate a corrupção e defende a moralidade pública, elementos que podem ressoar com uma parcela do eleitorado insatisfeita com o atual cenário político. Sua agenda no Nordeste, região que já foi alvo de suas críticas no passado, também demonstra um esforço para ampliar sua base de apoio e apresentar suas propostas para o país.

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