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Vereadora de Mogi das Cruzes alega retaliação em denúncia de invasão e busca reforço de proteção

A vereadora Malu Fernandes (PL), representante de Mogi das Cruzes, afirmou que a acusação de ter invadido a residência de seu ex-namorado é, na verdade, uma retaliação. A declaração surge em meio a um contexto de disputa judicial, onde a defesa da parlamentar solicitou, nesta sexta-feira (17), a ampliação de medidas protetivas já concedidas em favor dela. O caso levanta questões sobre a dinâmica de relacionamentos e as implicações da vida pública na esfera pessoal.

A controvérsia envolve o empresário Mario Luiz Moreno Junior, ex-companheiro da vereadora, que nega veementemente as acusações de retaliação e expressa confiança na Justiça para o esclarecimento dos fatos. A situação se desenrola com a apresentação de diferentes versões dos acontecimentos, exigindo uma análise aprofundada dos elementos apresentados por ambas as partes.

Acusação de invasão e a defesa da parlamentar

A parlamentar é suspeita de invadir o imóvel do ex-namorado em setembro de 2025, conforme consta em um boletim de ocorrência. Este registro foi atualizado em maio deste ano, detalhando supostos danos a objetos. Segundo o documento, a vereadora teria permanecido na residência por aproximadamente 20 minutos, e o local foi encontrado revirado, com itens quebrados e uma jaqueta rasgada.

A defesa de Malu Fernandes, no entanto, argumenta que a alteração do boletim de ocorrência ocorreu somente após a Justiça conceder medidas protetivas à vereadora em abril. Para as advogadas, essa modificação é uma clara forma de retaliação, buscando descredibilizar a parlamentar e inverter a narrativa dos fatos. Elas negam que a vereadora tenha invadido ou danificado a propriedade, afirmando que as imagens disponíveis mostram apenas sua circulação em áreas comuns do condomínio, sem comprovar os alegados prejuízos.

Medidas protetivas em debate judicial

As medidas protetivas foram inicialmente concedidas pela 3ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes em 28 de abril deste ano. A decisão judicial determinou que Mario Luiz Moreno Junior mantivesse uma distância mínima de 200 metros da vereadora, além de proibi-lo de manter contato ou frequentar os mesmos locais que ela. A juíza responsável entendeu haver elementos suficientes para justificar a proteção, citando relatos de perseguição, intimidação e risco à integridade da parlamentar, bem como tentativa de interferência em sua atuação pessoal e profissional.

Diante dos novos desdobramentos, a defesa de Malu Fernandes protocolou um pedido para ampliar as medidas cautelares. A petição solicita que o empresário seja proibido de divulgar imagens ou informações sobre a vereadora, sob pena de prisão preventiva em caso de descumprimento. Esses pedidos ainda aguardam análise do Judiciário, que deverá ponderar sobre a necessidade e a proporcionalidade das novas restrições.

Alegações de violência política e divulgação do caso

A defesa da vereadora classifica a divulgação do caso como um ato de violência política de gênero, ressaltando que a notícia veio à tona no mesmo dia do lançamento da pré-candidatura de Malu Fernandes a deputada estadual. As advogadas alegam que o empresário teria fornecido informações e imagens do processo à imprensa de maneira “seletiva e distorcida”, com o objetivo de prejudicar a imagem e a carreira política da parlamentar.

Este tipo de alegação sublinha a crescente preocupação com a segurança e a integridade de mulheres na política, onde a vida pessoal pode ser instrumentalizada para fins de desqualificação pública. A busca por proteção judicial, neste contexto, visa não apenas a segurança individual, mas também a garantia do exercício pleno do mandato e da participação democrática.

A contestação do ex-namorado e a busca por esclarecimentos

Em resposta às acusações da vereadora, Mario Luiz Moreno Junior negou todas as alegações. Ele reiterou sua versão de que Malu Fernandes teria ido à sua residência sem autorização e afirmou confiar que a Justiça irá esclarecer os fatos de forma imparcial. O empresário também destacou que a medida protetiva foi concedida em uma análise cautelar inicial, sem o mérito final da questão.

O ex-namorado da vereadora alertou ainda para as consequências legais de uma possível imputação falsa de crime, mencionando a legislação que prevê responsabilização por denunciação caluniosa. Ele expressou sua convicção de que “a verdade prevalecerá” no curso do processo judicial, reforçando a polarização das narrativas apresentadas pelas partes envolvidas. Para mais informações sobre casos semelhantes, consulte fontes confiáveis como o g1.

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