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Discursos de presidenciáveis em convenções partidárias delineiam estratégias para as eleições

Com o prazo final para a definição das candidaturas se aproximando, os principais nomes na corrida presidencial de 2026 intensificaram suas campanhas ao formalizar suas participações em convenções partidárias. Os eventos, que antecedem o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram marcados por discursos que mesclaram a exaltação de gestões passadas, críticas contundentes a adversários e a apresentação das primeiras propostas que guiarão a disputa eleitoral.

Cinco candidatos, que figuram entre os mais bem posicionados nas pesquisas, já realizaram suas convenções, revelando as linhas mestras de suas plataformas e a tônica de suas abordagens políticas. A análise dos pronunciamentos oferece um panorama inicial das estratégias que buscarão capturar o eleitorado brasileiro.

Flávio Bolsonaro: legado e missão para o futuro

Em sua convenção no Pacaembu, em São Paulo, o Partido Liberal (PL) oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O discurso do candidato foi carregado de emoção, com ênfase no legado de seu pai, Jair Bolsonaro, cuja imagem foi projetada com o auxílio de inteligência artificial, e a quem descreveu como injustiçado.

Flávio Bolsonaro apresentou sua candidatura como uma missão para “devolver o Brasil aos brasileiros”, enquadrando a disputa como uma batalha “do bem contra o mal”. Ele criticou governos anteriores, apontando problemas de corrupção, alta carga tributária e incompetência. Suas propostas incluíram o endurecimento das leis penais, sugerindo a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e a castração química para pedófilos. O senador encerrou seu pronunciamento com o lema “Deus, Pátria, família, liberdade e futuro”.

Lula: reeleição com foco em legado e novas prioridades

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), oficializou sua candidatura à reeleição em evento no Expo Center Norte, em São Paulo. Em seu discurso, Lula destacou sua trajetória política e comparou suas candidaturas presidenciais a participações em “Copas do Mundo”. Ele reforçou o legado de seus governos, mencionando os resultados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os investimentos em estados e municípios como prova de sua gestão.

Entre os pontos centrais de sua fala, Lula abordou o combate à violência contra a mulher, reafirmando o compromisso com leis de proteção, como o pacto contra o feminicídio e a lei do Pix para pensões alimentícias. Para um possível quarto mandato, o presidente estabeleceu como prioridades a educação e o cuidado com a população idosa, além de defender investimentos na indústria de defesa e tecnologia, como a produção nacional de drones e a exploração soberana de minerais críticos. Ele concluiu se posicionando como um “Lulinha porreta”, pronto para reformas estruturais e a transição energética.

Renan Santos: a afirmação de uma nova geração

O partido Missão realizou sua convenção por videoconferência, oficializando a candidatura de Renan Santos à Presidência da República, com um ato de lançamento posterior em São Paulo. Em seu discurso, Renan revisitou sua trajetória de 12 anos no movimento político, desde a fundação do MBL até a criação de seu partido.

O candidato rejeitou os rótulos de “terceira via” ou “antipetista”, definindo sua candidatura como a “afirmação de uma geração” que busca superar a polarização. Ele criticou figuras políticas e propôs metas ambiciosas, como reduzir os homicídios para menos de 10 mil por ano, manter os juros abaixo de 6% e alfabetizar nove em cada dez crianças. Renan Santos introduziu o conceito de “geração de sacrifício”, indicando que seu governo exigirá esforço para posicionar o Brasil entre as cinco maiores nações do mundo em 30 anos.

Romeu Zema: gestão técnica e combate à criminalidade

Romeu Zema, do Partido Novo, apresentou-se como o candidato do “Brasil real”, enfatizando sua experiência no setor privado e sua gestão como governador de Minas Gerais, onde afirmou ter atuado como “voluntário” ao abrir mão de privilégios. Ele criticou o PT, responsabilizando o partido por problemas econômicos em seu estado e recessões nacionais, posicionando-se como um gestor técnico sem “rabo preso” e com histórico de ausência de escândalos.

Na área de segurança, Zema propôs classificar facções criminosas como organizações terroristas e construir um “superpresídio” na Amazônia, inspirando-se no modelo de El Salvador para reduzir homicídios. Economicamente, destacou sua capacidade de atrair investimentos privados, visando transformar o Brasil em um polo de oportunidades para atrair de volta brasileiros que vivem no exterior.

Ronaldo Caiado: experiência e alternativa à polarização

O Partido Social Democrático (PSD) oficializou a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República, em convenção na sede do partido em São Paulo. Gilberto Kassab foi confirmado como candidato a vice. Caiado baseou seu discurso em seus 40 anos de vida pública e no sucesso de sua gestão em Goiás, que descreveu como um estado com excelência em educação e segurança.

Ele se posicionou como uma alternativa à polarização política, criticando os adversários como os “maiores rejeitados da política” e apontando a falta de propostas concretas. Autodenominando-se um “galo de terreiro”, acostumado à briga, Caiado desafiou Lula para debates, afirmando que sua candidatura é a única capaz de libertar o país do narcotráfico e do petismo.

Para mais informações sobre o cenário político e as eleições de 2026, acompanhe as notícias.

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