A corrida eleitoral de 2026 no Amazonas começa a tomar forma com a definição dos primeiros nomes que disputarão as duas vagas disponíveis para o Senado Federal. Até o dia 5 de agosto, oito candidatos já confirmaram suas intenções de concorrer, marcando o início de um período intenso de articulações e campanhas. Este pleito promete ser um dos mais observados, dada a importância da representação no parlamento nacional para o estado.
Calendário eleitoral e a formalização das candidaturas
O processo eleitoral de 2026 segue um cronograma rigoroso, com etapas cruciais para a formalização das candidaturas. As convenções partidárias, cujo prazo final se encerra nesta quarta-feira, 5 de agosto, são o momento em que as legendas oficializam seus escolhidos. Após essa fase, os partidos e coligações têm até o dia 15 de agosto para registrar as chapas junto à Justiça Eleitoral, um passo indispensável para a participação no pleito. Para mais informações sobre o calendário eleitoral, consulte o Tribunal Superior Eleitoral.
A campanha eleitoral, por sua vez, tem seu início oficial no dia seguinte ao registro, abrindo espaço para que os candidatos apresentem suas propostas e busquem o apoio do eleitorado. As eleições gerais de 4 de outubro definirão não apenas os senadores, mas também o presidente, governadores, deputados federais e estaduais. Em caso de necessidade de segundo turno, os eleitores retornarão às urnas em 25 de outubro do mesmo ano para decidir os cargos majoritários.
Perfis e trajetórias dos candidatos ao Senado Amazonas
A lista de pré-candidatos ao Senado Amazonas em 2026 apresenta uma diversidade de perfis, desde políticos com vasta experiência parlamentar e executiva até novos nomes que buscam representatividade. Cada um traz consigo um histórico e uma plataforma que prometem moldar os debates e as propostas para o futuro do estado no Congresso Nacional.
Capitão Alberto Neto, filiado ao PL, consolidou sua carreira política como deputado federal eleito em 2018. Sua atuação no Congresso Nacional foi marcada pela defesa da segurança pública e do conservadorismo, alinhando-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele exerceu a função de vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara e participou ativamente de diversas comissões. Em 2024, disputou a Prefeitura de Manaus, mas não obteve sucesso no segundo turno.
O senador Eduardo Braga, do MDB, é uma figura proeminente na política amazonense, ocupando uma cadeira no Senado desde janeiro de 2011. Esta será sua terceira tentativa de reeleição ao cargo. Antes de sua trajetória no parlamento federal, Braga construiu uma sólida carreira no estado, atuando nos níveis municipal e estadual, além de ter exercido funções no Executivo. Ele também disputou o governo do Amazonas em 2014, 2017 e 2022, sem êxito.
Evandro de Oliveira, representante do PSTU, é um operário mecânico com militância ativa junto aos terceirizados da Petrobrás. Sua candidatura marca sua primeira incursão em disputas eleitorais, e ele não possui perfis públicos em redes sociais.
A Rede Sustentabilidade apresenta Ismael Munduruku, cacique do Parque das Tribos e uma liderança indígena reconhecida. Sua trajetória é fortemente ligada à defesa dos povos tradicionais e suas causas.
A coligação Rede/Psol confirmou a Professora Evany Nascimento como candidata. Graduada em Educação Artística pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e com doutorado em Design pela PUC-Rio, a Professora Evany possui experiência na área de Educação e atua em militância no estado.
Plínio Valério, do PSDB, ascendeu ao Senado Federal em 2018, após ter uma votação que o colocou como o candidato mais votado para a Câmara Municipal de Manaus. Durante seu mandato, presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou Organizações Não Governamentais (ONGs) na Amazônia. Sua atuação foi pontuada por declarações controversas, incluindo uma afirmação em 2025 sobre ter tido vontade de enforcar a ministra Marina Silva e a admissão de não entender a Zona Franca de Manaus.
O ex-governador Wilson Lima, do União Brasil, iniciou sua carreira política em 2018, sendo eleito governador do Amazonas. Reeleito quatro anos depois, renunciou ao cargo em abril deste ano para concorrer ao Senado Federal. Seus mandatos foram marcados por escândalos na área da saúde, incluindo uma operação da Polícia Federal em junho de 2020 que investigava irregularidades na compra de respiradores durante a pandemia de Covid-19. Atualmente, ele é réu no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Por fim, Xuxa do Amazonas, cujo nome de batismo é Milton Rogério Moreira Pinto, é natural do Rio de Janeiro. Em 2019, foi um dos fundadores do Amazonas FC, um clube de futebol. Em outubro de 2024, Xuxa foi detido por suspeita de crime eleitoral, sendo encontrado com dinheiro e material de campanha, mas foi posteriormente solto.
A diversidade de nomes e suas respectivas histórias políticas sinaliza uma eleição competitiva e com múltiplos discursos. Acompanhar as propostas e o desenrolar das campanhas será fundamental para os eleitores do Amazonas definirem sua representação no Senado Federal nos próximos anos.

