A corrida eleitoral para o Senado em São Paulo ganha novos contornos com as declarações da candidata Simone Tebet (PSB), que direcionou críticas contundentes ao seu adversário, Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública do estado. Em meio a uma disputa acirrada, com ambos tecnicamente empatados nas pesquisas, Tebet exigiu explicações sobre denúncias de corrupção e falhas na gestão da segurança durante o período em que Derrite esteve à frente da pasta.
As acusações surgem em um momento crucial da campanha, onde a segurança pública se destaca como um tema central para o eleitorado paulista. A candidata do PSB, em agenda de campanha no interior de São Paulo, enfatizou a gravidade das alegações, que tocam em pontos sensíveis como a atuação policial e o combate ao crime organizado.
Tebet questiona gestão de Derrite na segurança de São Paulo
Durante sua passagem por São José dos Campos, Simone Tebet afirmou que Guilherme Derrite, enquanto candidato ao Senado, terá de se posicionar sobre as “denúncias seríssimas” que teriam ocorrido na Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A candidata apontou para uma suposta falta de inteligência no combate ao crime organizado, mencionando a elevação de capitães a postos estratégicos em detrimento de coronéis.
As críticas se aprofundaram com a menção de denúncias envolvendo o comandante-geral da Polícia Militar, um fato que, segundo Tebet, seria inédito no estado. Ela destacou alegações de envolvimento tanto da Polícia Militar quanto da Polícia Civil com facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho, justamente no período em que Derrite atuava como secretário de Segurança Pública. Para Tebet, essa situação representa uma “grande fragilidade” na trajetória do adversário.
O cenário do crime organizado e a proposta de coordenação nacional
Apesar das críticas diretas a Derrite, Simone Tebet reconheceu a complexidade do crime organizado, alinhando-se ao discurso do governador Tarcísio de Freitas sobre o caráter transnacional de facções como PCC e Comando Vermelho. A candidata ressaltou que essas organizações atuam para além das fronteiras estaduais e até mesmo nacionais, exigindo uma abordagem integrada e coordenada.
Tebet criticou o que chamou de “vaidades dos governadores”, incluindo Tarcísio, por terem se oposto a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de segurança pública apresentada pelo governo federal. A PEC visava unificar o combate a crimes transnacionais, mas encontrou resistência. A candidata defendeu que a solução passa por uma coordenação nacional, com a criação de um Ministério da Segurança Pública, sem, contudo, retirar a autonomia dos estados.
Disputa acirrada pelo Senado: o empate técnico nas pesquisas
A intensa troca de acusações ocorre em um cenário eleitoral de grande competitividade. Uma pesquisa Quaest, encomendada pela Globo e divulgada recentemente, revelou um empate técnico na disputa pelo Senado em São Paulo. O levantamento ouviu 1.800 pessoas e apontou que Guilherme Derrite, Marina Silva e Simone Tebet estão em posições muito próximas nas intenções de voto.
A pesquisa detalha que 91% dos eleitores ainda estão indecisos na modalidade espontânea. Na pesquisa estimulada, que considera as menções para a primeira e a segunda vagas, os resultados mostram uma distribuição de votos que mantém a proporção entre os candidatos. Os dados indicam que a eleição para o Senado em 2026, que renovará 54 das 81 cadeiras, será marcada por uma disputa voto a voto.
Percepção dos eleitores sobre os candidatos ao Senado
Além das intenções de voto, a pesquisa Quaest também avaliou o conhecimento, potencial de voto e rejeição dos candidatos. Os resultados indicam que Marina Silva e Simone Tebet apresentam os maiores índices de rejeição, ou seja, eleitores que as conhecem e não votariam nelas. Por outro lado, Guilherme Derrite, embora menos conhecido por uma parcela significativa do eleitorado, possui um índice de rejeição menor.
A análise da percepção pública é crucial para entender a dinâmica da campanha. Enquanto alguns candidatos precisam aumentar seu reconhecimento, outros enfrentam o desafio de reverter a rejeição. A pesquisa também revelou que, para uma parcela considerável dos eleitores, a escolha do candidato ainda não é definitiva, indicando que o cenário pode mudar até a data das eleições. Para mais informações sobre segurança pública no Brasil, visite o portal oficial do governo.
