Uma nova pesquisa Quaest, divulgada recentemente, trouxe um panorama interessante sobre a corrida presidencial em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Pela primeira vez, um levantamento da Quaest apontou Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT) em uma simulação de segundo turno no estado. Os dados indicam que Flávio Bolsonaro obteve 40% das intenções de voto, enquanto Lula registrou 37%.
É importante ressaltar que, apesar da vantagem numérica, a diferença entre os dois candidatos está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Isso significa que, tecnicamente, os dois nomes estão em situação de empate no eleitorado mineiro, um estado historicamente crucial para o resultado das eleições presidenciais.
Minas Gerais: o estado pêndulo nacional e seu peso eleitoral
Minas Gerais é frequentemente descrito pela Quaest como o “estado pêndulo brasileiro”, um título que reflete sua importância estratégica nas eleições. Desde o pleito de 1989, todos os candidatos que venceram a disputa presidencial no Brasil também conquistaram a maioria dos votos em Minas Gerais. Este histórico sublinha a relevância de cada movimento e resultado de pesquisa no estado.
Nas eleições de 2022, a disputa em Minas Gerais foi acirradíssima, com Lula obtendo 50,20% dos votos e Jair Bolsonaro (PL) alcançando 49,80%. No cenário nacional, Lula foi eleito presidente com 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% de seu adversário. Os resultados atuais da pesquisa Quaest em Minas Gerais, portanto, indicam uma dinâmica eleitoral que pode estar em transformação.
Análise dos perfis do eleitorado mineiro na pesquisa
A pesquisa Quaest detalhou as intenções de voto por diversos segmentos do eleitorado, revelando padrões distintos de apoio. Entre o eleitorado feminino, Lula mantém uma leve vantagem, com 37% das intenções, contra 35% para Flávio Bolsonaro. Já no segmento masculino, Flávio Bolsonaro se destaca significativamente, alcançando 44% dos votos, enquanto Lula registra 37%.
A análise por faixa etária mostra que Flávio Bolsonaro lidera entre os eleitores de 16 a 59 anos, com 40% a 41% das intenções. No entanto, entre os eleitores com 60 anos ou mais, Lula inverte a tendência e aparece à frente, com 44% dos votos, contra 36% para Flávio Bolsonaro. A escolaridade também desenha cenários diferentes: Lula tem maior apoio entre aqueles com ensino fundamental (45%), enquanto Flávio Bolsonaro domina entre os eleitores com ensino médio (43%) e superior (50%).
No que tange à renda, Lula demonstra força entre os eleitores com rendimentos de até dois salários mínimos (49%). Por outro lado, Flávio Bolsonaro lidera nas faixas de renda mais elevadas, com 41% entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos e 48% entre os que recebem mais de cinco salários mínimos. A distribuição por cor/raça também é variada: Flávio Bolsonaro tem a preferência dos eleitores brancos (46%), enquanto Lula lidera entre pardos (41%) e pretos (42%).
A religião se mostra um fator decisivo. Entre os católicos, Lula tem 41% das intenções, superando os 35% de Flávio Bolsonaro. Contudo, no eleitorado evangélico, Flávio Bolsonaro registra uma ampla liderança, com 54% dos votos, contra 23% para Lula. A identificação política, como esperado, reflete as preferências partidárias: lulistas e eleitores de esquerda não lulista apoiam majoritariamente Lula, enquanto bolsonaristas e eleitores de direita não bolsonarista se alinham a Flávio Bolsonaro. Os independentes se dividem, com uma parcela significativa de brancos/nulos/indecisos (33%).
Metodologia da pesquisa Quaest em Minas Gerais
O levantamento da Quaest foi realizado com 1.506 pessoas, todas com 16 anos ou mais, entre os dias 4 e 7 de setembro. A coleta de dados abrangeu diversas regiões de Minas Gerais, buscando representar a pluralidade do eleitorado estadual. A margem de erro geral da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança estabelecido em 95%.
É importante notar que as margens de erro para os recortes específicos por segmento (sexo, idade, escolaridade, etc.) podem variar, sendo detalhadas na pesquisa original. O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-04716/2026, garantindo a conformidade com as regulamentações eleitorais vigentes no Brasil. Para mais informações sobre o processo eleitoral e as regras de pesquisa, consulte o site oficial do TSE.

