A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou uma Moção de Apelo direcionada ao governo do Estado de São Paulo, exigindo esclarecimentos sobre a conduta de uma profissional da Secretaria Estadual de Educação. A medida foi tomada após relatos de que a dirigente teria feito declarações polêmicas em uma reunião online, recomendando a leitura de biografias de figuras históricas associadas a regimes totalitários e classificando-as como ‘estimulantes’.
O caso gerou repercussão e levantou questões sobre a ética e a responsabilidade no ambiente educacional, levando à abertura de investigações por órgãos competentes. A Moção busca garantir uma apuração formal e transparente dos fatos, assegurando o devido processo legal a todos os envolvidos.
Declarações controversas no setor de educação
As declarações que motivaram a Moção de Apelo ocorreram em uma reunião online, onde a profissional da Secretaria Estadual de Educação teria recomendado a professores a leitura de biografias de líderes como o nazista Adolf Hitler e o fascista italiano Benito Mussolini. Segundo relatos, as obras foram descritas como ‘estimulantes’. A profissional, identificada como Roselaine Batalha Silva, atuava como dirigente de ensino em Mogi das Cruzes.
O documento da Câmara Municipal detalha ainda que a dirigente teria se referido a Hitler como um ‘líder excepcional’ e mencionado a capacidade de convencimento atribuída ao livro Mein Kampf. Tais falas provocaram uma forte reação negativa e suscitaram preocupações sobre a propagação de ideologias totalitárias no contexto educacional.
Repercussão e medidas administrativas
A repercussão das declarações foi imediata e de alcance nacional. Após o incidente, a Secretaria Estadual de Educação informou a abertura de uma apuração interna para investigar a conduta da profissional. A Pasta também destacou publicamente que as falas não refletem os direcionadores e valores da instituição, reafirmando seu compromisso com princípios democráticos e éticos.
Como consequência direta do episódio, a dirigente Roselaine Batalha Silva foi afastada de seu cargo. Além da investigação administrativa, o Ministério Público foi acionado para apurar o caso, após o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) ingressar com uma representação junto ao órgão.
Ação legislativa e apuração de irregularidades
A Moção de Apelo, apresentada pelo vereador Felipe Lintz (PL), solicita formalmente ao Governo do Estado de São Paulo e à Secretaria de Estado da Educação que promovam uma investigação aprofundada. O objetivo é apurar não apenas as referências elogiosas a líderes de regimes totalitários, mas também relatos de condutas intimidatórias, ameaças, possível assédio moral e outras irregularidades administrativas atribuídas à então Dirigente Regional de Ensino de Mogi das Cruzes.
O texto da Moção enfatiza que seu propósito não é antecipar qualquer juízo de responsabilidade, mas sim assegurar que os fatos sejam investigados de forma formal, imparcial e transparente. A iniciativa visa garantir o direito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal para todos os envolvidos, reforçando a importância da prestação de contas no serviço público. Para mais informações sobre a estrutura da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, visite o site oficial.

