O candidato à presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, cumpriu uma agenda de campanha em Joinville, a cidade mais populosa de Santa Catarina. Durante um congresso promovido pela sigla, o político abordou temas centrais de sua plataforma, incluindo a busca por combater o bolsonarismo no estado, a revisão do pacto federativo e a proposta de aumento da pena para assalto à mão armada para 30 anos.
A visita de Renan Santos à cidade ocorreu ao longo do dia, culminando em um evento noturno com discursos direcionados a aliados e apoiadores. A pauta da campanha destacou a visão do candidato para a segurança pública e a gestão de recursos, buscando apresentar alternativas para o cenário político e social do país.
Críticas ao bolsonarismo e o cenário político catarinense
Durante sua passagem por Santa Catarina, Renan Santos dirigiu críticas ao que chamou de bolsonarismo no estado. Ele questionou a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, após o político ter cumprido sete mandatos como vereador no Rio de Janeiro.
O candidato expressou a percepção de que Santa Catarina tem sido tratada como um “estoque de voto” por essa corrente política, onde se esperava que os votos viessem automaticamente. Ele afirmou que essa realidade está mudando e que sua campanha demonstra um crescimento rápido, prevendo que esta será a última eleição em que os catarinenses votarão em bolsonaristas, antecipando uma “libertação” do estado em pleitos futuros.
Proposta de endurecimento da pena para assalto à mão armada
Um dos pilares da campanha de Renan Santos é a proposta de endurecimento das penas para crimes violentos. Ele defendeu o aumento para 30 anos da pena para assalto à mão armada, incluindo roubo e latrocínio, e o fim da progressão de penas para esses delitos. A ideia é que, uma vez condenado, o criminoso cumpra integralmente a pena, sem benefícios.
Segundo o candidato, cometer um crime à mão armada é a base de muitos dos grandes crimes que afetam a vida dos brasileiros. A proposta visa tornar a pena para assalto à mão armada uma das maiores do mundo, buscando um efeito dissuasório significativo. Além do aumento das penas, ele sugeriu um sistema de financiamento para que os municípios possam ampliar o monitoramento, equipando as polícias com ligação direta a esses sistemas para coibir e evitar assaltos de forma mais eficaz.
Revisão do pacto federativo e a Lei de Responsabilidade Gerencial
Renan Santos também abordou a necessidade de uma revisão do pacto federativo, criticando a atual distribuição de recursos da União. Ele argumentou que Santa Catarina está entre os estados menos beneficiados, recebendo pouco dinheiro de volta do governo federal, o que impacta diretamente a infraestrutura local.
O candidato citou a falta de estradas e ferrovias condizentes para escoar a produção do estado, classificando a situação como “bizarra”. Ele comparou a situação a “tirar a mata da galinha dos ovos de ouro” para investir em áreas menos produtivas. Como solução, ele propôs a criação da Lei de Responsabilidade Gerencial, que estabeleceria metas de desempenho para prefeitos e governadores em áreas cruciais como segurança, saúde, educação e saneamento básico. Estados que atingirem melhores índices e realizarem investimentos estratégicos seriam privilegiados com mais recursos do governo federal, incentivando uma gestão pública mais eficiente. Para mais informações sobre políticas públicas e gestão, clique aqui.
Visão para Santa Catarina
O candidato declarou que, caso eleito, Santa Catarina “será vista de forma diferente” sob sua gestão. Ele reforçou a ideia de que o estado, apesar de sua produtividade, é sabotado institucionalmente pela forma como os recursos federais são distribuídos. A promessa é de uma atenção especial para a infraestrutura e o desenvolvimento local, garantindo que o investimento necessário chegue onde as coisas “funcionam”.
A agenda em Joinville serviu para consolidar essas propostas e críticas, buscando angariar apoio para uma plataforma que promete mudanças significativas na segurança pública, na gestão de recursos e na relação entre o governo federal e os estados.

