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Greve na Caixa completa 12 dias com rejeição de proposta e atendimento paralisado

A paralisação dos funcionários da Caixa Econômica Federal alcança seu décimo segundo dia, marcando um período de instabilidade no atendimento presencial em diversas unidades. A categoria, que rejeitou uma nova proposta apresentada pela instituição financeira, mantém a greve em âmbito nacional, impactando diretamente os serviços oferecidos aos clientes. O movimento grevista reflete a insatisfação com as condições do Acordo Coletivo de Trabalho específico do banco.

Greve na Caixa: rejeição de proposta e continuidade da paralisação

A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal completou doze dias, após a categoria rejeitar, em assembleia virtual, a mais recente proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho. A votação, que ocorreu em 21 de setembro, resultou em 59,3% dos participantes votando contra a oferta do banco. Este desfecho mantém o cenário de paralisação, com o comando do movimento se reunindo para definir os próximos passos.

Impacto regional e alternativas de atendimento

No Alto Tietê, a paralisação afeta diversas agências, incluindo as de Biritiba-Mirim, Mogi das Cruzes, Poá e Suzano, que continuam com o atendimento presencial suspenso. Apenas a unidade de Salesópolis, na base do Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e região, retomou suas atividades normais. Diante da situação, a Caixa orienta os clientes a utilizarem os canais digitais e remotos, como o aplicativo CAIXA, Internet Banking, WhatsApp CAIXA e CAIXA Tem, além dos caixas eletrônicos, rede Banco24Horas, casas lotéricas e Correspondentes CAIXA Aqui.

Histórico das negociações e distinção da greve

A greve teve início em 10 de setembro, após a proposta apresentada pela Caixa nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho ser considerada insuficiente pela categoria. Em 13 de setembro, o banco informou à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) a reabertura da mesa de Negociação Coletiva, atendendo ao pedido da entidade para retomar as tratativas e garantir a continuidade dos direitos durante o processo. É importante notar que esta paralisação é específica para as negociações da Caixa, distinta da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários em geral, que foi assinada em 9 de setembro pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e outras entidades representativas.

O posicionamento da Caixa e a nova convenção bancária

A Caixa Econômica Federal reiterou, por meio de nota, seu compromisso com o diálogo aberto junto às entidades representativas dos empregados. O banco busca construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas, tendo inclusive comunicado a suspensão de medidas administrativas enquanto as negociações estiverem em curso. Paralelamente, a nova CCT dos bancários, resultado de treze rodadas de negociação, prevê a reposição integral da inflação (INPC) mais um aumento real de 0,6% nos próximos dois anos, aplicável também a verbas como vale-alimentação, vale-refeição e Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Além dos reajustes, a convenção aborda questões cruciais como a prevenção ao adoecimento mental, o combate ao assédio e o direito à desconexão.

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