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Investigação aponta feminicídio de jovem mantida morta em casa por três dias em Suzano

A morte de Laysa Cristine Neris da Silva Bonfim, de 23 anos, chocou a cidade de Suzano, na Grande São Paulo. A jovem foi encontrada sem vida na noite da última segunda-feira (21), no Jardim Varan, após familiares serem alertados sobre o crime. O caso, que é investigado pelas autoridades locais, aponta o ex-companheiro da vítima, Dioney Santos Celestino, de 29 anos, como o principal suspeito do feminicídio.

O relato da avó da vítima, Maria José Neves, trouxe detalhes perturbadores sobre o período em que o corpo permaneceu no imóvel. Segundo a familiar, o suspeito teria permanecido na residência por três dias junto ao corpo de Laysa, circulando pelo local normalmente durante o domingo, a segunda e a terça-feira. A descoberta ocorreu após a mãe e o padrasto da jovem arrombarem a porta da casa, que estava trancada por dentro com uma corrente, motivados por uma mensagem enviada pelo suspeito a uma amiga da vítima confessando o ato.

Dinâmica do crime e descoberta pela família

Ao acessarem o imóvel, os familiares encontraram Laysa caída na sala, envolta em cobertores. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar foram acionados imediatamente, mas o óbito foi constatado ainda no local. A mãe da vítima, Aline Silva Neris, relatou que o último contato com a filha ocorreu no sábado (19), por volta das 20h, via mensagens de texto, sem que houvesse qualquer indício de que ela estaria correndo perigo.

A família afirmou desconhecer que Laysa estivesse residindo com o ex-companheiro no endereço onde o corpo foi localizado. Em depoimento, a mãe mencionou que o homem já havia proferido ameaças contra a jovem anteriormente. O caso segue sob apuração da Secretaria de Segurança Pública do estado, enquanto a defesa do suspeito ainda não foi localizada para prestar esclarecimentos sobre as acusações.

Despedida e impacto na comunidade

O sepultamento de Laysa Cristine ocorreu na manhã desta quarta-feira (22), no Cemitério São João Batista, em Suzano, sob forte comoção de amigos e parentes. A jovem, que deixa uma filha de 7 anos, foi lembrada pelos familiares durante a cerimônia de despedida. O caso reforça a necessidade de atenção aos sinais de violência doméstica e a importância de denúncias precoces para evitar desfechos fatais.

Para mais informações sobre o andamento das investigações, acompanhe as atualizações oficiais através do portal g1. A Polícia Civil segue em busca de elementos que possam levar à prisão do suspeito, que permanece foragido desde a descoberta do crime.

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