- Continua depois da publicidade -

Com 60% de funcionários, greve da Caixa no Alto Tietê chega ao 18º dia; TST julgará dissídio.

A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal no Alto Tietê atinge seu 18º dia nesta segunda-feira (28), impactando o atendimento em diversas agências da região. Com a paralisação, algumas unidades operam em regime contingente, enquanto outras permanecem completamente fechadas, gerando desafios para os clientes que buscam os serviços bancários.

O movimento paredista ocorre em meio a um impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e aguarda uma decisão crucial do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A corte determinou a manutenção de um percentual mínimo de empregados em atividade e agendou o julgamento do dissídio coletivo, buscando uma solução para a prolongada greve.

Paralisação prolongada e impacto no Alto Tietê

Desde 10 de setembro, os funcionários da Caixa estão em greve nacionalmente, após rejeitarem as propostas de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028 apresentadas pelo banco. No Alto Tietê, a situação se reflete em um cenário de atendimento parcial ou contingente nas agências das dez cidades da região, conforme relatos dos sindicatos dos bancários.

As unidades de Biritiba-Mirim, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano, por exemplo, operam com atendimento contingente ou parcial, segundo informações do Sindicato dos Bancários do Alto Tietê. Similarmente, em Guararema e Santa Isabel, o serviço também é afetado, conforme o Sindicato dos Bancários de São José dos Campos e região. Já em Arujá, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba, a situação é mista, com algumas agências funcionando parcialmente e outras totalmente fechadas, de acordo com o Sindicato dos Bancários de Guarulhos e região.

Determinação do TST e as condições da greve

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) interveio na situação, estabelecendo que pelo menos 60% dos funcionários da Caixa devem permanecer em atividade em cada unidade durante a greve. Essa decisão, tomada na quinta-feira (24), pode ser cumprida tanto por empregados em trabalho presencial quanto remoto. A medida visa mitigar os impactos da paralisação nos serviços essenciais.

A determinação do TST atendeu parcialmente a um pedido da Caixa, que havia solicitado a manutenção de 80% dos funcionários em atividade. O banco argumenta que a paralisação afeta serviços cruciais, como a compensação bancária e o pagamento de benefícios sociais. Em caso de descumprimento da ordem judicial, a entidade sindical responsável está sujeita a uma multa diária de R$ 100 mil.

Negociações e o impasse do Acordo Coletivo

O impasse entre a Caixa e seus empregados se aprofundou após a rejeição de duas propostas de Acordo Coletivo de Trabalho. A primeira, apresentada pelo banco, foi recusada em 10 de setembro, marcando o início da greve. Uma nova oferta, discutida em assembleia virtual pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região em 21 de setembro, também foi rejeitada por 59,3% dos participantes.

As negociações foram retomadas em 16 de setembro, abordando temas como o Saúde Caixa, Super Caixa, atendimento digital, reajuste salarial e outros pontos do acordo. A proposta da Caixa incluía um reajuste pelo INPC acrescido de 0,6% em 2026 e 2027, além de alterações no modelo de custeio do Saúde Caixa. Diante da falta de acordo, o dissídio coletivo foi levado à Justiça do Trabalho pela Caixa, e o TST marcou o julgamento para esta terça-feira (29), às 14h30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do tribunal. Até lá, a determinação de 60% de funcionários em atividade permanece válida. Para mais informações sobre o cenário da greve, acesse o portal g1.globo.com.

InícioAlto TietêCom 60% de funcionários, greve da Caixa no Alto Tietê chega ao...