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Simone Tebet acusa Eduardo Bolsonaro de covardia e violência política após insinuação sobre cargos

A disputa eleitoral em São Paulo ganhou um novo e acalorado capítulo com a troca de farpas entre o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e a candidata ao Senado Simone Tebet (PSB). A controvérsia surgiu após Bolsonaro fazer uma insinuação de cunho sexual sobre a atuação política de Tebet, que rapidamente reagiu classificando a declaração como covarde e um ato de violência política de gênero. O embate gerou repercussão imediata no cenário político, com diversas figuras públicas manifestando apoio à candidata.

A Insinuação de Eduardo Bolsonaro e a Reação Imediata

O incidente teve início quando Simone Tebet criticou a desistência de Ricardo Salles (Novo) da corrida ao Senado por São Paulo, afirmando que ele havia “se rendido ao Centrão”. Em resposta, Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais para rebater a declaração, defendendo Salles e alegando que a decisão visava evitar a divisão de votos da direita.

Em sua publicação, Bolsonaro direcionou um ataque pessoal a Tebet, chamando-a de “vassala” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele prosseguiu com a insinuação, escrevendo: “Quando passa a eleição, faz tudo ao contrário. Se prostitui por cargo, ministério etc.” A fala provocou uma forte reação da candidata, que prontamente classificou o ex-deputado como “covarde”.

Medidas Legais e Denúncia de Violência Política de Gênero

Diante da gravidade da declaração, a campanha de Simone Tebet anunciou que tomará “todas as medidas jurídicas cabíveis”. A equipe jurídica da candidata pretende acionar a Justiça Eleitoral para solicitar a remoção imediata da publicação de Eduardo Bolsonaro. Além disso, será encaminhada uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral por violência política de gênero, um tema cada vez mais debatido no contexto das eleições brasileiras, conforme regulamentações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em nota, a campanha de Tebet enfatizou a seriedade do ocorrido, afirmando que é “particularmente grave e causa profunda repulsa que, em pleno processo eleitoral, se pretenda desqualificar uma candidata por meio de uma insinuação de natureza sexual e profundamente degradante”. A candidata reiterou que o ataque demonstra a “indigência do debate político que não pode prosperar”, caracterizando o agressor como um “covarde que ataca protegido pela distância e por um exército digital propagador de discurso de ódio”.

Solidariedade de Líderes Políticos à Candidata

A repercussão da fala de Eduardo Bolsonaro e a reação de Simone Tebet mobilizaram outras figuras políticas. Marina Silva (Rede), que também concorre a uma das vagas ao Senado por São Paulo e tem feito campanha conjunta com Tebet, demonstrou apoio à adversária. Ela já havia criticado a desistência de Ricardo Salles, classificando-a como um “vale-tudo” para conter o avanço das candidatas progressistas.

Outros nomes importantes do cenário político brasileiro também se manifestaram em solidariedade a Simone Tebet. O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, publicaram mensagens de apoio à candidata, condenando a natureza do ataque.

O Contexto da Desistência de Ricardo Salles

O episódio que desencadeou a troca de acusações ocorreu no mesmo dia em que Ricardo Salles anunciou sua retirada da disputa pelo Senado. Em um movimento que surpreendeu muitos, Salles, ex-ministro do Meio Ambiente, declarou apoio a André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A decisão de Salles gerou controvérsia, especialmente porque ele havia criticado André do Prado em diversas ocasiões durante sua campanha, associando-o ao Centrão. A desistência, seis dias antes do primeiro turno das eleições, foi interpretada por Simone Tebet como uma “rendição ao Centrão”, o que motivou a defesa de Eduardo Bolsonaro e, consequentemente, seu ataque à candidata.

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