Uma recente pesquisa eleitoral do instituto Quaest, divulgada no último sábado (3), oferece um panorama detalhado sobre as intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026. O levantamento simula um eventual segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), analisando o comportamento do eleitorado de outros pré-candidatos. A sondagem busca compreender como os apoiadores de Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) direcionariam seus votos em um confronto direto, fornecendo insights cruciais sobre a dinâmica política futura do país.
Cenário de segundo turno: a preferência dos eleitores
No cenário hipotético de um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa Quaest detalha a migração de votos dos eleitores que, em um primeiro momento, apoiariam outros nomes. Entre os eleitores de Renan Santos, 60% declarariam voto em Flávio Bolsonaro, enquanto 11% optariam por Lula. Já na base de Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro receberia 43% dos votos, e Lula, 19%. Para os apoiadores de Augusto Cury, a divisão seria de 34% para Flávio Bolsonaro e 23% para Lula. Esses números indicam as tendências de realinhamento político em uma disputa polarizada.
O peso do voto branco, nulo e abstenção
Além das preferências diretas pelos candidatos, a pesquisa também aponta uma parcela significativa de eleitores que consideram votar em branco, nulo ou se abster em um eventual segundo turno. Entre os apoiadores de Augusto Cury, 41% manifestam essa intenção, representando o maior índice entre os grupos analisados. Para os eleitores de Ronaldo Caiado, o percentual de votos brancos, nulos ou abstenções atinge 36%. Já na base de Renan Santos, 27% dos entrevistados indicam que não votariam em nenhum dos dois candidatos apresentados no segundo turno. Essa fatia do eleitorado pode ser decisiva e reflete um nível de insatisfação ou indecisão.
Certeza do voto no primeiro turno e possíveis mudanças
A Quaest também investigou o grau de certeza dos eleitores em relação ao seu voto no primeiro turno. Para os eleitores de Lula, 92% afirmam que sua decisão é definitiva, com apenas 8% admitindo a possibilidade de mudar. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 89% estão decididos, e 11% consideram alterar o voto. Em relação aos eleitores de outros candidatos, 75% dos que apoiam Ronaldo Caiado declaram ter uma decisão definitiva. Para os de Augusto Cury, 68% estão decididos, enquanto 29% podem mudar. Por fim, 66% dos eleitores de Renan Santos consideram sua escolha definitiva.
Um aspecto adicional da pesquisa abordou a disposição dos eleitores em mudar de voto caso a eleição pudesse ser definida já no primeiro turno. A maioria esmagadora, 89%, declarou que não mudaria de jeito nenhum. Apenas 3% afirmaram que certamente mudariam, e 6% talvez mudassem. Entre esse grupo minoritário que admitiria a mudança, 29% citariam Flávio Bolsonaro como nova escolha, e 17%, Lula. Outros 23% permaneceriam indecisos, enquanto 8% migrariam para Ronaldo Caiado, 7% para Augusto Cury ou 4% para Renan Santos, e 3% para Romeu Zema. Pequenas parcelas citaram Edmilson Costa (1%) e Hertz Dias (1%), com 7% optando por branco, nulo ou abstenção.
Metodologia e detalhes da pesquisa eleitoral
O levantamento da Quaest, que fornece esses dados sobre as eleições 2026, foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo. Foram entrevistados 3.702 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi devidamente registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-02197/2026, garantindo a transparência e a conformidade com as regulamentações vigentes para sondagens eleitorais. Para mais informações sobre a metodologia de fontes confiáveis.
