Um homem de 36 anos foi preso em flagrante neste domingo (18) durante uma tentativa inusitada de arrombamento a uma joalheria na região central de Suzano. Para não despertar a atenção de pedestres e moradores das imediações, o indivíduo vestiu trajes típicos da construção civil e fingiu realizar intervenções de manutenção no prédio comercial.
A investida criminosa foi registrada na Rua Benjamin Constant, uma das áreas comerciais mais movimentadas do município paulista. Portando equipamentos específicos, o suspeito começou a abrir uma abertura na estrutura exterior da loja, mas a manobra terminou frustrada após vizinhos desconfiarem da execução do trabalho durante o fim de semana.
Disfarce com equipamentos de segurança e ferramentas
Segundo o relato da Polícia Militar, o homem tentou compor um disfarce completo para legitimar a demolição em plena luz do dia. Ele estava munido de capacete de segurança, óculos protetores e luvas, além de utilizar uma marreta e uma talhadeira para fraturar os blocos de alvenaria.
A movimentação atípica no imóvel alertou os moradores vizinhos, que contataram imediatamente o proprietário da joalheria. O comerciante compareceu com rapidez ao endereço, flagrou a ação e conteve o autor no local até o comparecimento da viatura policial acionada para atender a ocorrência.
Parte da estrutura danificada e alegação de falso contrato
No momento em que os agentes militares chegaram à ocorrência, constataram que um buraco expressivo já havia sido perfurado na divisória do comércio, acumulando tijolos e fragmentos de reboco na calçada. O suspeito também utilizava sacos plásticos para ensacar os dejetos gerados pelo impacto e manter a aparência de um canteiro de obras limpo.
Em depoimento inicial aos policiais, o detido tentou justificar a intervenção afirmando ter sido contratado naquele mesmo domingo durante uma feira livre no Itaim Paulista, na capital. De acordo com a versão apresentada, um homem identificado apenas como Joaquim teria oferecido a quantia de R$ 190 para que ele fizesse uma abertura de aproximadamente 50 centímetros na parede externa.
O suspeito declarou que supunha prestar um serviço regular e que o suposto contratante voltaria para averiguar a finalização do trabalho. No entanto, ele não apresentou dados cadastrais, telefone, veículo ou características que pudessem levar as autoridades a localizar o alegado intermediador.
Apreensão de materiais e encaminhamento judicial
Diante do cenário de flagrante, a equipe apreendeu a marreta, a talhadeira, os equipamentos de proteção individual e o aparelho celular que pertenciam ao homem. A autoridade da Polícia Civil requisitou realização de perícia técnica pelo Instituto de Criminalística para avaliar os danos estruturais causados ao patrimônio do lojista.
O caso foi formalizado no distrito policial de plantão, onde o homem acabou autuado por tentativa de furto qualificado, com a agravante do rompimento de obstáculo. Conforme divulgado pelos registros oficiais do portal g1, a invasão não se consumou devido à pronta reação popular, e o suspeito segue encarcerado à disposição da Justiça.

