Fevereiro é marcado pelo Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de celebrar os feitos de mulheres na área e encorajar as gerações mais novas a buscarem carreira científica. Dados da ONU e da UNESCO apontam que as mulheres representam menos de 30% dos pesquisadores no mundo e demonstram como ainda persistem as barreiras sobretudo em áreas como ciências, tecnologia, engenharia e matemáticas (STEM, na sigla em inglês).
Na UMC o cenário tem sido diferente. No Núcleo Integrado de Biotecnologia (NIB), por exemplo, cerca de 80% das alunas pesquisadoras (Mestrado e Doutorado) são mulheres. “Aqui no Laboratório de Biologia Experimental do Câncer (LABEC), há apenas um aluno de mestrado e seis alunas de mestrado, doutorado e iniciação científica. Desde que entrei na UMC como pesquisadora, a maioria dos meus alunos são mulheres”, ressalta a professora e pesquisadora da UMC, Dra. Denise Costa Arruda.
Outra pesquisadora, Micheli Zanihan Hassenemen, conta que algumas áreas da Ciência ainda têm muito preconceito com as mulheres. “Eu sou da área agrária e sempre convivi com muitas piadinhas, principalmente em atividades de campo. Mas, para muitas de nós, o amor pela ciência é mais forte que esse infeliz cenário. Por mais que ainda exista preconceito, nada supera a força de vontade de exercer a profissão”, reflete Micheli.
Para a doutoranda na UMC, Leticia Rafaela de Morais, a expectativa é que o cenário na Ciência melhore ainda mais para as mulheres. “Na minha opinião, daqui a uns 10 anos, não vamos mais ser minoria na ciência”, acredita.

