Acolhimento à população em situação de rua é destaque em audiência da Assistência Social na Câmara de Suzano. Foto: Wanderley Costa
O acolhimento à população em situação de rua foi o principal tema debatido durante a audiência pública de prestação de contas da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social de Suzano, realizada nesta terça-feira (12) na Câmara Municipal. A discussão ganhou destaque devido à queda das temperaturas registrada nos últimos dias.
A reunião foi conduzida pelo vereador Leandro Alves de Faria, relator da Comissão Permanente de Política Social da Casa de Leis, e contou com a participação do vereador Artur Takayama.
Durante a audiência, o secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Geraldo Garippo, afirmou que o atendimento à população em situação de rua é atualmente uma das prioridades da pasta.
“É uma população bastante vulnerável e muito significativa”, destacou o secretário.
Garippo explicou que nem sempre as pessoas abordadas pelas equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) aceitam ser encaminhadas aos serviços de acolhimento.
“Não gostamos de entregar manta na rua, mas há situações em que é isso ou a pessoa morre”, justificou. “Nosso desejo é que elas fossem para um acolhimento, tomassem banho quente, se alimentassem, recebessem orientação de um assistente social, encaminhamento para serviços de saúde e apoio para reaproximação familiar, mas muitos não aceitam”, acrescentou.
O secretário também ressaltou que a situação é um desafio enfrentado em diferentes cidades do Brasil e do mundo. Segundo ele, fatores como dependência química, dificuldades financeiras e conflitos familiares contribuem para o aumento da população em situação de rua.
Durante a audiência, o vereador Artur Takayama questionou sobre ações de recâmbio para pessoas que desejam retornar às cidades de origem. Garippo informou que 14 recâmbios foram realizados no primeiro trimestre deste ano.
Já o vereador Leandrinho pediu esclarecimentos sobre o funcionamento dos serviços de acolhimento e como a população pode acionar a Assistência Social ao encontrar pessoas em situação de vulnerabilidade nas ruas.
A diretora de Proteção Especial da Prefeitura, Regiane Borges, informou que o município conta com duas unidades de acolhimento: o Instituto Emaús, no Parque Maria Helena, que oferece banho, alimentação e pernoite no período noturno; e o Centro Social Bom Samaritano, no Jardim Nazareth, onde os atendidos podem permanecer durante todo o dia.
Segundo ela, não é necessário cadastro prévio para receber atendimento. O Creas funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na rua Doutor Deodato Wertheimer, 174, no Centro.
Outro tema abordado foi a redução do número de crianças em situação de rua nos semáforos da região central. Takayama elogiou o trabalho desenvolvido pela secretaria e também destacou o anúncio de um centro de convivência para crianças na Fazenda Aya e a futura implantação de uma unidade do Conselho Tutelar no Distrito de Palmeiras.
Durante a audiência, internautas também questionaram a previsão de ampliação das equipes de psicólogos no município. Garippo afirmou que a Prefeitura prevê a realização de concurso público para contratação de novos profissionais.
“Temos demandas crescentes e desafios significativos. Precisamos ampliar nossa equipe”, afirmou.
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