Com a chegada da primeira grande onda de frio de 2026, a região do Alto Tietê ativou planos emergenciais para intensificar o suporte à população em situação de rua. As prefeituras locais reforçaram os serviços de acolhimento e abordagem social, respondendo ao aumento da demanda por abrigos e assistência durante o período de baixas temperaturas.
A massa de ar polar que avançou pelo país nos últimos dias provocou recordes de frio, com temperaturas mínimas significativas e formação de geada em algumas regiões. Diante desse cenário, os municípios do Alto Tietê agiram proativamente para garantir a segurança e o bem-estar dos indivíduos mais vulneráveis.
A região do Alto Tietê, composta por diversas cidades, registrou quedas acentuadas nas temperaturas, marcando a primeira onda de frio de grande intensidade em 2026. Este fenômeno climático exigiu uma resposta coordenada e rápida das autoridades municipais.
Os planos emergenciais foram desenhados para lidar com o aumento da procura por auxílio, que se manifesta em maior necessidade de pernoite em abrigos e acesso a itens essenciais. A mobilização envolveu a ampliação de vagas, o reforço de equipes de atendimento e a distribuição de cobertores e roupas de inverno.
Entre as temperaturas mais baixas, Salesópolis registrou 5,2°C em um dia, enquanto Suzano alcançou 6°C na madrugada anterior, evidenciando a severidade do clima que impactou a população.
Diversos municípios do Alto Tietê implementaram ações específicas para atender a população em situação de rua. Em Arujá, a Secretaria de Assistência Social monitora os alertas meteorológicos e as necessidades sociais diariamente, atuando em conjunto com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e o Centro POP.
O município de Arujá prevê a ampliação das abordagens noturnas, oferecendo alimentação e cobertores, com a possibilidade de novas medidas conforme a intensidade do frio. Em Ferraz de Vasconcelos, o Serviço de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (SAIAF) disponibiliza vagas, e equipes de abordagem social realizam ações semanais em pontos estratégicos, orientando e encaminhando para acolhimento.
Guararema também intensificou as abordagens sociais por meio do CREAS, focando na oferta de acolhimento. A cidade adquire cobertores para demandas emergenciais e oferece passagens para aqueles que desejam retornar ao convívio familiar ou acessar casas de passagem.
Em Itaquaquecetuba, o Centro POP opera de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, fornecendo alimentação, higiene e atendimento psicossocial. O Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS) intensificou as rondas noturnas nas áreas de maior concentração de pessoas, podendo ser acionado pela população através de contato telefônico.
O SEAS distribui cobertores, roupas de inverno e outros itens básicos, antecipando ações em períodos de frio extremo. Para o inverno, o Serviço de Acolhimento ampliou sua capacidade em 20 vagas, funcionando 24 horas com jantar, banho quente e pernoite, inclusive com espaço dedicado para animais de estimação. O Centro Pop está localizado na Avenida Tancredo Neves, 137, Estação, e o Serviço Especializado de Abordagem Social na Rua Araguari, 74, Vila Virgínia.
Mogi das Cruzes mantém, durante todo o ano, seis unidades de acolhimento institucional, com um total de 158 vagas para pessoas em situação de rua. Além dos abrigos, equipes de abordagem social atuam diariamente nas ruas, oferecendo acolhimento e encaminhamento à rede de assistência, com horários de atuação ampliados durante o inverno. A entrada nos abrigos ocorre de forma espontânea, e as ações podem ser acionadas por telefone.
Em Suzano, o CREAS intensifica as abordagens durante as baixas temperaturas, oferecendo acolhimento, alimentação, banho e encaminhamento para a rede de serviços. Para aqueles que recusam o acolhimento, a Prefeitura disponibiliza cobertores e mantas. O município mantém 80 vagas em abrigos conveniados, com possibilidade de ampliação temporária conforme a demanda, atendendo tanto homens quanto mulheres. Os locais contam com roupas em bom estado e rotinas estabelecidas para proporcionar a melhor acomodação possível. Os abrigos incluem o Centro Social Bom Samaritano, com 40 vagas na Rua General José Galetti, 12, Jardim Nazareth, e a Casa de Passagem, também com 40 vagas na Rua Doutor Ademar Pereira de Barros, 450, Parque Maria Helena.
Para mais informações sobre programas de assistência social, consulte o Ministério da Cidadania.
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