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Após articulação da prefeitura de Mogi, estado começa a entrega domiciliar de medicamentos de alto custo

Após anos de reclamações relacionadas às filas da Farmácia de Alto Custo instalada em frente à Prefeitura de Mogi das Cruzes, a administração municipal anunciou um avanço no atendimento aos pacientes que dependem do serviço estadual. Desde a última segunda-feira (04/05), começou a entrega domiciliar de medicamentos de alto custo para moradores cadastrados na unidade.

A medida foi confirmada durante reunião realizada na terça-feira (05/05) entre a prefeita Mara Bertaiolli, o vice-prefeito Téo Cusatis, representantes da Secretaria de Estado da Saúde e da SPDM, organização responsável pela administração da unidade estadual.

Segundo a Prefeitura, a implantação do novo modelo é resultado das articulações iniciadas no começo de 2025, quando o secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, esteve na cidade e ouviu as demandas relacionadas ao atendimento no local.

“Há anos convivemos com essa realidade. A fila da Farmácia de Alto Custo sempre gerou preocupação, principalmente porque envolve pessoas em tratamento contínuo e muitas vezes debilitadas. Desde o início da gestão buscamos diálogo e cobramos soluções do Governo do Estado para garantir mais dignidade aos mogianos”, afirmou Mara Bertaiolli.

Atualmente, cerca de 8 mil moradores de Mogi estão cadastrados no serviço estadual. Deste total, aproximadamente 7,5 mil já estão aptos a receber os medicamentos diretamente em casa. De acordo com a SPDM, as entregas começaram nesta semana em média para 70 a 90 pacientes por dia, com ampliação gradual da operação até novembro, quando a expectativa é contemplar todos os pacientes elegíveis.

O vice-prefeito Téo Cusatis destacou que a Prefeitura continuará acompanhando a implantação do novo sistema para garantir que o atendimento chegue também às regiões mais afastadas do município.

“O nosso papel é seguir acompanhando e cobrando para que esse serviço funcione de forma eficiente para toda a cidade, inclusive bairros mais distantes e áreas rurais. O mogiano precisa ser atendido com respeito e dignidade”, declarou.

Durante a reunião com representantes estaduais, a administração municipal também levou outra preocupação relacionada ao funcionamento da Farmácia de Alto Custo. Segundo a Prefeitura, quando há falta de medicamentos em unidades estaduais de cidades vizinhas, como Itaquaquecetuba, muitos pacientes acabam buscando atendimento em Mogi, o que aumenta a sobrecarga e as filas na unidade local.

“A população não pode ficar peregrinando entre cidades sem informação adequada. Esse fluxo precisa ser melhor organizado pelo Estado para evitar deslocamentos desnecessários e ainda mais espera para quem já enfrenta tratamentos delicados”, reforçou Cusatis.

Outro ponto discutido foi a reforma do prédio atual da Farmácia de Alto Custo. Segundo a Prefeitura, a unidade passa por obras de ampliação e melhorias estruturais, intervenção que vinha sendo solicitada desde o início das tratativas com o Governo do Estado.

Mesmo com o avanço das entregas domiciliares, a administração municipal informou que seguirá monitorando a efetividade do novo modelo. Caso a demanda presencial continue elevada até novembro, a Prefeitura pretende retomar junto ao Estado a discussão sobre a transferência da farmácia para um prédio maior e mais adequado à demanda regional.

“Reconhecemos o avanço das entregas domiciliares e da reforma iniciada, mas seguiremos acompanhando de perto. Se a procura presencial continuar alta, vamos continuar defendendo uma estrutura mais ampla e adequada para atender os mogianos com dignidade”, acrescentou o vice-prefeito.

O modelo implantado pelo Governo do Estado segue formato semelhante ao programa municipal “Medicamento em Casa”, desenvolvido pela Prefeitura de Mogi das Cruzes para idosos com hipertensão e diabetes cadastrados na rede municipal de saúde.

“Nós já temos experiência consolidada nesse tipo de atendimento humanizado, garantindo mais comodidade e continuidade ao tratamento dos pacientes”, explicou a secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi.

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