Mogi das Cruzes

Câmara de Mogi aprova LDO que prevê orçamento de R$ 3,37 bilhões para 2027

A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou, na tarde desta terça-feira (14), durante sessão ordinária, o Projeto de Lei nº 79/2026, de autoria da Prefeitura, que estabelece a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027. A proposta foi aprovada em duas discussões e votações e define as prioridades da administração municipal para a elaboração do orçamento do próximo ano que deve chegar a R$ 3,37 bilhões.

O texto estabelece que os recursos públicos deverão ser direcionados, prioritariamente, à manutenção dos serviços essenciais, como o pagamento dos servidores, a quitação de dívidas, o cumprimento dos investimentos mínimos em saúde e educação previstos em lei e a continuidade de áreas como transporte, abastecimento de água, saneamento, limpeza urbana, segurança e assistência social.

A LDO também determina que a Prefeitura não poderá iniciar novos projetos enquanto não houver garantia de recursos para a conclusão de obras e ações já em andamento, reforçando o planejamento e a responsabilidade fiscal da administração.

A elaboração da proposta contou com participação popular. Em abril, a Prefeitura promoveu uma audiência pública no Paço Municipal, com a presença de 101 moradores, além de disponibilizar consulta on-line, que recebeu 59 sugestões da população para o planejamento do município.

Entre os dispositivos aprovados está a criação de uma Reserva de Contingência, que poderá corresponder a até 5% da receita prevista para 2027. O mecanismo servirá para enfrentar situações emergenciais ou eventual queda na arrecadação. Caso seja necessário promover contenção de despesas, a legislação determina que os cortes não poderão comprometer serviços essenciais, especialmente as políticas públicas voltadas à Primeira Infância.

A proposta também estabelece critérios para os gastos com pessoal. Reajustes salariais e novas contratações dependerão da existência de previsão orçamentária e disponibilidade financeira. Além disso, se o município atingir o limite de despesas com pessoal estabelecido pela legislação, a realização de horas extras ficará restrita a situações indispensáveis, como atendimentos na saúde, funcionamento das escolas e outras atividades consideradas essenciais.

Durante a sessão, os vereadores também aprovaram uma emenda aditiva apresentada conjuntamente por Iduigues Ferreira Martins (PT), Inês Paz (PSOL) e Rodrigo Firmino Romão (PCdoB). A alteração assegura que os recursos destinados aos acordos coletivos, revisões salariais e benefícios dos servidores, como vale-alimentação e vale-transporte, sejam considerados prioritários no programa de Modernização e Eficiência da Administração Municipal.

Bruno Martins

Recent Posts

Preocupação com a violência domina debate eleitoral e desafia candidatos

A violência é a principal preocupação dos eleitores brasileiros. Entenda como o tema molda as…

8 horas ago

TSE suspende propaganda de Lula por ‘induzir eleitor em erro’ sobre Flávio Bolsonaro

TSE suspende propaganda de Lula que acusava Flávio Bolsonaro de 'funcionário fantasma', alegando que o…

10 horas ago

Morte de líder de facção em Brasília: Marco Silas é encontrado sem vida em cela federal

Líder da facção Cartel do Sul, Marco Silas, é encontrado morto em penitenciária federal de…

15 horas ago

Latrocínio na Marginal Tietê: policial militar é sepultado em Poá sob comoção

Policial militar Paulo Roberto Lima Pereira é sepultado em Poá após ser morto em latrocínio…

18 horas ago

Toffoli adia análise de candidatura de Renan Santos por indícios de irregularidades eleitorais

Ministro Dias Toffoli suspende julgamento de registro de Renan Santos devido a indícios de ilicitudes…

20 horas ago

Candidato Augusto Cury detalha propostas para economia e gestão pública em entrevista à Globo

Augusto Cury, candidato à Presidência, aborda taxação de bets, corte de ministérios e arcabouço fiscal…

1 dia ago