Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, oficializou sua candidatura à Presidência da República pelo PSD. Em seu primeiro discurso como postulante, ele direcionou críticas a Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, ao mesmo tempo em que destacou os resultados de sua gestão à frente do governo goiano. O evento de oficialização ocorreu em São Paulo, marcando o início de sua campanha com a presença de Gilberto Kassab como seu vice.
A postulação de Caiado representa sua segunda tentativa de alcançar a Presidência, 37 anos após sua primeira incursão. O cenário político atual, com altos índices de rejeição aos principais oponentes, foi um dos pontos centrais de sua fala, que buscou posicioná-lo como uma alternativa para o eleitorado.
No domingo, Ronaldo Caiado realizou seu discurso inaugural como candidato oficial do PSD à Presidência da República. O ex-governador de Goiás concentrou suas críticas nos oponentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ressaltando suas taxas de rejeição e associando-os a escândalos de corrupção. Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, foi anunciado como seu vice na chapa.
A convenção partidária, que selou a candidatura, aconteceu na região central da capital paulista, reunindo militantes e políticos filiados. O evento serviu como plataforma para Caiado apresentar suas primeiras diretrizes e aprofundar a polarização existente no panorama político nacional.
Em sua fala, Caiado associou o presidente Lula a casos de corrupção, mencionando o mensalão do PT como exemplo. Ele também criticou Flávio Bolsonaro, utilizando a metáfora de um “frango de granja” para descrever a postura do adversário e fazendo referência ao caso do banco Master, que envolveu o postulante do PL.
Os índices de rejeição dos dois adversários foram enfatizados pelo candidato do PSD. De acordo com pesquisa Datafolha da sexta-feira anterior, Flávio Bolsonaro apresentava 48% de rejeição, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva registrava 46%. Caiado argumentou que a intensa polarização entre os dois beneficiava o atual presidente, que, segundo ele, teria “escolhido” seu adversário para um eventual segundo turno.
Caiado também abordou temas de política externa e interna, criticando declarações de líderes internacionais e políticas governamentais, como o programa Desenrola, que ele apontou como um uso indevido do FGTS para pagar dívidas. Ele acusou o presidente de “complacência com o crime”, citando falas sobre faccionados e roubos de celular. A metáfora do “galo de terreiro” foi empregada para contrastar sua própria experiência e resiliência com a de oponentes, em uma referência indireta a Flávio Bolsonaro, que leu uma carta de seu pai, Jair Bolsonaro, em julho. O presidente argentino, Javier Milei, esteve no Brasil no sábado anterior, participando de evento do PL em apoio a Flávio Bolsonaro.
Ronaldo Caiado fundamentou grande parte de seu discurso em sua experiência como governador de Goiás, estado que administrou por dois mandatos, de 2019 até março de 2026. Ele afirmou ter alcançado resultados significativos em áreas como segurança pública e educação, além de ter reduzido a pobreza extrema na unidade federativa.
O candidato destacou que Goiás compete com Rio Grande do Sul e Santa Catarina nos menores índices de pobreza extrema do país. Na segurança pública, ele mencionou o controle rigoroso sobre faccionados, com monitoramento total e restrição de visitas, o que, segundo ele, contribuiu para a queda da criminalidade. Na educação, Caiado ressaltou o estímulo aos alunos com boa alimentação, material didático e uniformes. Entre suas propostas para o país, prometeu confiscar bens de homens que cometerem crimes contra mulheres, como violência ou feminicídio, e transferi-los às vítimas.
Apesar das críticas contundentes aos adversários e da exaltação de seus feitos, as intenções de voto para Ronaldo Caiado na última pesquisa Datafolha indicavam 4%. Luiz Inácio Lula da Silva liderava a corrida com 40% das intenções, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 32%. A candidatura do PSD busca consolidar um espaço em um cenário político já polarizado.
Caiado enfatizou a necessidade de um presidente com independência e “mãos limpas” para combater a corrupção e o crime no país. Para mais informações sobre o cenário político nacional, consulte G1 Política.
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