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Controvérsia de financiamento e falta de registro marcam o filme ‘Dark Horse’ no Brasil

O filme intitulado ‘Dark Horse’, que se propõe a narrar a trajetória de um ex-presidente, encontra-se no centro de uma série de controvérsias antes mesmo de seu possível lançamento no Brasil. As questões envolvem desde a ausência de um pedido formal de registro para exibição comercial no país até alegações de financiamento opaco, levantando debates sobre a produção cinematográfica e suas fontes de recursos.

As discussões ganharam força após a revelação de um áudio que sugere pedidos de apoio financeiro para a produção nos Estados Unidos, intensificando o escrutínio sobre os bastidores do projeto. Enquanto a produtora nega irregularidades, relatórios de inteligência financeira apontam para movimentações de valores significativos, adicionando camadas de complexidade à narrativa.

O Cenário do Lançamento de ‘Dark Horse’ no Brasil

A produtora GOUP Entertainment, responsável pela realização do filme ‘Dark Horse’, ainda não formalizou um pedido de lançamento comercial no território brasileiro. Segundo informações da Agência Nacional de Cinema (Ancine), a empresa está registrada como agente econômico desde 9 de agosto de 2025, mas, até o momento, não solicitou a liberação para que a obra seja exibida em cinemas nacionais.

No cenário internacional, o ator americano Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente no longa, mencionou uma previsão de lançamento nos Estados Unidos para 11 de setembro de 2026. Contudo, o site especializado em cinema Deadline publicou em 21 de abril que não há uma data de lançamento definida, contrariando especulações online e indicando que os cineastas ainda buscam vender o projeto.

Alegações de Financiamento e Revelações de Áudio

Um áudio divulgado em uma quarta-feira recente (dia 13) trouxe à tona que um senador e pré-candidato teria solicitado recursos a um banqueiro para financiar a produção do filme nos EUA. As informações, reveladas pelo Intercept Brasil e confirmadas pela TV Globo, indicam que o banqueiro teria efetuado pagamentos que somam R$ 61 milhões para a produção entre fevereiro e maio de 2025.

Ainda de acordo com as apurações, o montante teria sido transferido para um fundo nos Estados Unidos, supostamente ligado a um aliado de outro filho do ex-presidente, um ex-deputado. Essas revelações adicionam um elemento de controvérsia financeira à produção cinematográfica.

Declarações Oficiais e Contradições

Questionado por repórteres ao sair do Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde da mesma quarta-feira, o senador inicialmente evitou o assunto, referindo-se aos recursos como ‘dinheiro privado’. Posteriormente, em um vídeo, o político confirmou o pedido de dinheiro ao banqueiro, mas reiterou a ausência de irregularidades, afirmando que se tratava de ‘dinheiro privado’.

Em contrapartida, o deputado federal Mario Frias e a produtora GOUP divulgaram notas negando que a cinebiografia tenha recebido qualquer valor do banqueiro ou de empresas sob seu controle. A GOUP afirmou categoricamente que não há ‘um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário’ entre os investidores do longa-metragem.

Frias reforçou a posição, declarando que o senador ‘não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora’, e que sua participação se limitou à cessão dos direitos de imagem da família e ao ‘peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte’.

A Intermediação Financeira e o Coaf

Apesar das negativas sobre o envolvimento direto do banqueiro no financiamento do filme, relatórios de inteligência financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam para uma complexa rede de transações. Os dados indicam que a empresa Entre Investimentos, que supostamente intermediou repasses entre o banqueiro e a produção do filme, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos que estão sob investigação da Polícia Federal.

Esses fundos são investigados por sua participação em uma alegada fraude envolvendo o Banco Master, conforme detalhado por fontes jornalísticas como a Folha de S.Paulo. A conexão entre essas movimentações financeiras e o filme ‘Dark Horse’ continua sendo um ponto central da investigação e do debate público.

Redação on-line

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