- Continua depois da publicidade -
prefeitura-municipal-de-guararema

Desperdício de água: Suzano lidera ranking nacional de eficiência hídrica

Suzano, município paulista, alcançou um marco significativo ao registrar o menor índice de desperdício de água entre as 100 cidades mais populosas do Brasil. O feito, revelado pelo estudo “Perdas de Água 2026” do Instituto Trata Brasil, que analisou dados de 2024, posiciona a cidade como um exemplo de gestão hídrica no cenário nacional. Este resultado não apenas supera a meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento para 2033, mas também reflete uma abordagem estratégica e contínua em investimentos e modernização.

Suzano como modelo de gestão hídrica

A cidade de Suzano apresentou um índice de perdas na distribuição de apenas 1,27%, um patamar notavelmente baixo que a coloca à frente de todas as localidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. Este desempenho é fruto de um investimento robusto, que somou cerca de R$ 13 milhões entre 2024 e 2025, direcionados à eficiência operacional e à gestão avançada dos sistemas de abastecimento. A conquista sublinha a importância de políticas públicas e operacionais focadas na sustentabilidade dos recursos hídricos.

Investimentos estratégicos e impacto nacional

O sucesso de Suzano integra uma ofensiva mais ampla contra o desperdício de água promovida pela Sabesp, a companhia responsável pelo saneamento na região. A empresa investiu mais de R$ 2,8 bilhões entre 2024 e 2025 em ações de combate às perdas nas cidades sob sua operação no estado de São Paulo. Além de Suzano, outras cinco cidades operadas pela Sabesp – São Paulo, São Bernardo do Campo, Santos, Taubaté e Franca – figuram entre os 20 melhores colocados no ranking nacional, demonstrando um compromisso sistêmico com a redução das perdas, que no Brasil ainda superam a média de 40%.

A visão de longo prazo da Sabesp prevê a continuidade desses esforços, com um plano de investimento de quase R$ 9 bilhões até 2029. Esses recursos serão destinados a programas de renovação de redes, digitalização de sistemas e incorporação de novas tecnologias, visando aprimorar a segurança hídrica e a qualidade dos serviços. Débora Longo, diretora-executiva de Operação e Manutenção da Sabesp, enfatiza que a redução de perdas é uma prioridade estratégica, impulsionando uma transformação estrutural que combina inovação e inteligência operacional.

Inovação tecnológica no combate às perdas de água

A vanguarda tecnológica tem sido um pilar fundamental para os resultados alcançados. A Sabesp está implementando soluções inéditas no setor, como o uso de imagens de satélite combinadas com inteligência artificial para identificar vazamentos não visíveis no subsolo. Esta tecnologia avançada detecta a assinatura espectral do cloro na água tratada, permitindo uma localização rápida e precisa de perdas ocultas.

Outras inovações incluem carros equipados com sensores e inteligência artificial para detectar anomalias na rede em tempo real, bem como válvulas inteligentes que ajustam automaticamente a pressão do sistema, minimizando riscos de vazamentos e rompimentos. A instalação de 300 pontos de manobra remota também otimiza o controle da rede diretamente dos centros operacionais, agilizando a resposta a incidentes. Na capital paulista, a modernização se estende à substituição de hidrômetros convencionais por modelos inteligentes conectados à internet, ampliando o monitoramento e a detecção precoce de vazamentos.

Compreendendo as perdas: reais e aparentes

É importante diferenciar os tipos de perdas inerentes aos sistemas de abastecimento. As perdas são classificadas em duas categorias principais. As perdas reais ou físicas ocorrem quando volumes de água são efetivamente perdidos ao longo dos sistemas, principalmente devido a vazamentos na infraestrutura. Já as perdas não físicas ou aparentes referem-se a volumes de água consumidos, mas que não são devidamente medidos ou contabilizados. Isso pode ocorrer por irregularidades como fraudes e furtos, ou pela submedição dos hidrômetros dos consumidores. A abordagem multifacetada adotada pela Sabesp visa combater ambos os tipos de perdas, garantindo maior sustentabilidade e equidade no uso dos recursos hídricos.

Para mais informações sobre o estudo e a situação do saneamento no Brasil, consulte o Instituto Trata Brasil.

InícioAlto TietêDesperdício de água: Suzano lidera ranking nacional de eficiência hídrica