A Prefeitura de Itaquaquecetuba promoveu, nos dias 3 e 4 de outubro, a segunda edição do Seminário de Alfabetização, Letramento e Equidade Racial. Organizado pela Secretaria Municipal de Educação, o evento ocorreu no auditório Monte Belo e reuniu profissionais da rede municipal para discutir o impacto das desigualdades sociais e raciais na educação e explorar práticas que possam garantir condições de aprendizagem para todos os estudantes.
No primeiro dia do seminário, o tema central foi “Letramentos raciais e políticas públicas de educação: o que a cultura do hip-hop tem a ver com isso?”. Participaram do debate Thiago Kairu, historiador e pesquisador das relações étnico-raciais; Cocão Avoz, rapper, poeta, ator e produtor cultural; e Pedrox Luis, ativista da cultura hip-hop e escritor. A discussão destacou como o hip-hop pode contribuir para a construção do conhecimento, reconhecimento de identidades e combate ao racismo.
No segundo dia, o seminário abordou “Quem cabe na escola que construímos? Desigualdades, equidade racial e direito de aprender”, com a participação de Monica Sacramento, pedagoga e coordenadora de projetos na organização CRIOLA. O debate focou na influência das desigualdades raciais e sociais no ambiente escolar e no processo de aprendizagem.
Os participantes também discutiram a importância de incluir a história e cultura afro-brasileira e indígena nos currículos escolares, conforme as Leis Federais 10.639/2003 e 11.645/2008, visando ampliar a representatividade e combater preconceitos.
Durante o evento, o secretário de Governo e Tecnologia, Marcello Barbosa, enfatizou a necessidade de planejamento e ações permanentes para enfrentar o racismo. A secretária de Educação, Maria Cristina Perpétuo, destacou a formação dos profissionais para identificar e combater preconceitos nas escolas.
Itaquaquecetuba aderiu à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), que orienta ações para enfrentar desigualdades étnico-raciais. Entre as iniciativas, está a implementação de Protocolos de Identificação e Respostas ao Racismo na Educação, prevista para março de 2027.
O prefeito Eduardo Boigues ressaltou que essas ações visam criar ambientes escolares que respeitem as histórias e identidades das crianças, promovendo o desenvolvimento de suas capacidades.
Para mais informações, acesse o artigo completo no site do Jornal Sete.
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