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Pesquisa Quaest aponta Tarcísio com 44% em SP; Haddad detalha plano contra facções

A corrida pelo governo de São Paulo se intensifica a poucos dias do primeiro turno, com a divulgação de novos dados eleitorais e a intensificação das agendas de campanha. Uma pesquisa recente da Quaest revela o cenário atual da disputa, enquanto os candidatos ajustam suas estratégias para os últimos momentos antes da votação. Em meio a esse contexto, um dos principais postulantes ao cargo, Fernando Haddad, do PT, voltou a abordar um tema crucial para a segurança pública do estado, detalhando sua proposta para combater a criminalidade organizada.

Os números mais recentes mostram uma consolidação nas intenções de voto para os principais candidatos, com destaque para a liderança de Tarcísio de Freitas e a posição de Fernando Haddad. A segurança pública, por sua vez, emerge como um dos pilares centrais dos debates e das propostas apresentadas aos eleitores paulistas.

Cenário Eleitoral em São Paulo

A pesquisa Quaest, divulgada na última terça-feira, traça um panorama da intenção de voto para governador de São Paulo, a quatro dias do primeiro turno. Tarcísio de Freitas, do Republicanos, mantém a liderança com 44% das intenções de voto, o mesmo percentual registrado em levantamento anterior de 23 de setembro. Fernando Haddad, do PT, aparece com 24%, registrando uma variação em relação aos 27% da pesquisa anterior.

Entre os demais candidatos, Vera Lúcia (PSTU), Vivian Mendes (UP), Izadora Dias (PCO) e Carlos Machado (PCB) registraram 1% cada. O levantamento também aponta que 16% dos eleitores se declaram indecisos, um aumento em relação aos 14% anteriores. Os votos em branco, nulo ou a opção de não votar somam 12%, também em crescimento comparado aos 11% da pesquisa anterior.

Haddad Detalha Proposta de Combate ao Crime Organizado

Em sua agenda de campanha pela Zona Sul da capital paulista, Fernando Haddad (PT) reiterou seu compromisso com o combate à infiltração de organizações criminosas no estado. O candidato propôs a criação de uma agência antifacção, que atuaria em parceria estratégica com a Polícia Federal e a Receita Federal, visando integrar as forças de segurança do país.

Haddad mencionou a Operação Carbono Oculto como referência para o modelo de agência que pretende implementar, destacando-a como uma das maiores operações de combate à corrupção da história. A discussão sobre a presença de facções como o Comando Vermelho no interior de São Paulo e a infiltração do PCC em instituições públicas já havia sido pauta em debates anteriores, reforçando a centralidade do tema em sua plataforma.

Reta Final da Campanha: Agenda e Estratégia

Com o primeiro turno se aproximando, Fernando Haddad concentrou suas atividades em bairros da Zona Sul de São Paulo. Sua agenda incluiu uma carreata que percorreu a Cidade Dutra, Interlagos, Capela do Socorro e Grajaú, no extremo da região. Durante o trajeto, o candidato interagiu com eleitores, tirou fotos e cumprimentou apoiadores.

Após o almoço, a campanha seguiu para o Jardim Ângela e o Capão Redondo, distritos reconhecidos por sua vulnerabilidade social, conforme o último Mapa da Desigualdade da Rede Nossa São Paulo. Haddad indicou que, nos dias restantes antes da eleição, sua estratégia será focar em regiões do estado que ainda não foram visitadas, buscando ampliar o contato com o eleitorado.

Metodologia da Pesquisa

A pesquisa Quaest ouviu 1.800 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é SP-01590/2026. Para mais detalhes sobre a metodologia e os resultados completos, os interessados podem consultar a fonte original da pesquisa em g1.globo.com.

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