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Eleitorado brasileiro se divide: Quaest revela preferência por independentes em seis estados e aliados de Lula no Nordeste

Um levantamento recente da Quaest, realizado em dez estados brasileiros, expõe uma notável divisão no eleitorado quanto ao perfil político desejado para os futuros governadores. A pesquisa aponta para uma tendência de busca por candidatos independentes em grande parte do país, enquanto a região Nordeste demonstra uma clara preferência por figuras alinhadas ao atual presidente da República.

Os resultados detalham as nuances das preferências regionais, indicando que a polarização política nacional se reflete de maneiras distintas nas escolhas para os governos estaduais. A análise oferece um panorama sobre as expectativas dos eleitores em relação à autonomia ou ao alinhamento partidário de seus líderes estaduais.

A busca por governadores independentes em grande parte do país

Em seis das dez unidades federativas pesquisadas pela Quaest, a maioria dos entrevistados manifestou preferência por governadores que se posicionam como independentes. Essa categoria engloba candidatos que não possuem um alinhamento explícito com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os maiores índices de apoio a nomes independentes foram registrados em estados economicamente e politicamente relevantes. Em São Paulo, 47% dos eleitores expressaram essa preferência, seguido de perto por Goiás (46%), Rio Grande do Sul (45%) e Paraná (44%). Esses dados sugerem um desejo por gestões estaduais com maior autonomia em relação às pautas e figuras da política federal.

O alinhamento com o presidente Lula no Nordeste

Contrastando com a tendência de independência observada em outras regiões, o cenário no Nordeste revela uma forte inclinação por governadores aliados ao presidente Lula. A pesquisa da Quaest destaca essa particularidade regional, onde a conexão com a figura presidencial parece ser um fator decisivo para o eleitorado.

Na Bahia e em Pernambuco, por exemplo, 47% dos entrevistados indicaram preferir candidatos alinhados ao presidente. No Ceará, esse percentual também é significativo, atingindo 43%. Esses números sublinham a influência da liderança de Lula na região e a busca por governadores que compartilhem da mesma visão política.

A influência de Jair Bolsonaro em regiões específicas

Embora a preferência por candidatos independentes tenha sido predominante na maioria dos estados analisados, a pesquisa também identificou bolsões de apoio a governadores associados a Jair Bolsonaro. Esse desempenho é mais notável nas regiões Sul e em partes do Centro-Oeste, refletindo a base de apoio do ex-presidente.

No Paraná, 34% dos eleitores manifestaram preferência por um candidato bolsonarista, seguido por Goiás (31%), Rio de Janeiro (29%), Minas Gerais e Rio Grande do Sul (28%), e São Paulo (27%). É importante notar, contudo, que em todos esses estados, os percentuais de preferência por candidatos bolsonaristas não superaram a opção por governadores independentes.

Panorama das disputas estaduais: além das alianças

Além de mapear as preferências por alinhamento político, a primeira rodada da pesquisa Quaest também apresentou cenários para as disputas eleitorais em diversos estados, focando em candidatos específicos. Esses dados complementam a compreensão do complexo tabuleiro político nacional, mostrando como as preferências por alianças se traduzem em intenções de voto para nomes próprios.

Em Goiás, Daniel Vilela (MDB) aparece com 33% das intenções de voto no primeiro turno, à frente de Marconi Perillo (PSDB), que registra 21%. No Paraná, Moro lidera com 35%, seguido por Requião Filho (18%) e Greca (15%). Já em Pernambuco, João Campos (PSB) tem 42% das intenções, contra 34% de Raquel Lyra (PSD). Para mais detalhes sobre a metodologia e os resultados completos da pesquisa, clique aqui.

Outros cenários incluem São Paulo, onde Tarcísio tem 38%, Haddad 26%, Kataguiri 5% e Paulo Serra 5%. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) lidera em todos os cenários. As disputas na Bahia, entre ACM Neto (União) e Jerônimo Rodrigues (PT), e no Rio Grande do Sul, com Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL), mostram empates técnicos no primeiro turno, evidenciando a acirrada competição em diversas regiões do país.

Redação on-line

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