O Centro de Convivência da Melhor Idade (CCMI) de Suzano concluiu, na quarta-feira, 23 de setembro, a primeira turma do programa “Economia Prateada – Empreendendo na Maturidade”. Esta iniciativa, focada em incentivar o empreendedorismo entre indivíduos com 60 anos ou mais, capacitou 26 participantes em diversas áreas essenciais para o desenvolvimento de novos negócios. A entrega dos certificados, realizada pela dirigente do CCMI, primeira-dama Déborah Ishi, marcou um passo significativo para a valorização do potencial produtivo da população madura.
A formação, desenvolvida em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), integra um esforço maior para fortalecer a chamada “economia prateada”. Este conceito reconhece e explora o vasto potencial econômico e empreendedor da população sênior, que possui uma riqueza de experiência e conhecimento a ser transformada em novas oportunidades.
Capacitação abrangente para novos negócios
O programa “Economia Prateada – Empreendendo na Maturidade” foi estruturado em quatro encontros, totalizando uma carga horária de 16 horas. Durante as sessões, os participantes tiveram contato com conteúdos fundamentais para a criação e gestão de pequenos negócios, abrangendo desde a concepção de ideias até a formalização e divulgação.
Os temas abordados incluíram finanças, marketing, empreendedorismo e legislação, fornecendo uma base sólida para os futuros empreendedores. A iniciativa foi pensada para beneficiar tanto aqueles que desejam iniciar um novo negócio quanto os que já atuam e buscam aprimorar suas competências e conhecimentos no mercado.
O potencial do empreendedorismo na maturidade
A economia prateada representa um segmento crescente e dinâmico, englobando todas as atividades, produtos e serviços relacionados às necessidades e interesses da população com 60 anos ou mais. Contudo, o conceito vai além do consumo, destacando a participação ativa desse público como produtor, empreendedor e valioso gerador de conhecimento.
A valorização das experiências profissionais e pessoais acumuladas ao longo da vida é um pilar central dessa economia. O programa do CCMI e Sebrae-SP busca justamente catalisar essa experiência, transformando-a em projetos viáveis e sustentáveis que contribuam para a autonomia e a qualidade de vida dos participantes.
Expertise compartilhada e ferramentas tecnológicas
A formação contou com a participação de especialistas que enriqueceram o conteúdo programático. O consultor do Sebrae-SP, Álamo José Santos, conduziu sessões focadas nos conceitos de empreendedorismo na maturidade e nas múltiplas oportunidades presentes na economia prateada.
Além disso, a professora de Tecnologia e Longevidade da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), Cristina Fonseca, apresentou aos participantes diversas possibilidades de utilização de ferramentas tecnológicas. Essas ferramentas podem ser aplicadas tanto no cotidiano quanto no desenvolvimento e gestão de projetos específicos para o público da terceira idade, ampliando o leque de atuação dos novos empreendedores.
Visão para o futuro e autonomia
A conclusão da primeira turma do programa demonstra o grande potencial da população madura para engajar-se em novos projetos e atividades, conforme ressaltado pela dirigente do CCMI, Déborah Ishi. Ela enfatizou que a experiência de vida é um patrimônio inestimável, capaz de ser transformado em conhecimento, trabalho e, consequentemente, em novas oportunidades de mercado.
O objetivo do Centro de Convivência da Melhor Idade é continuar oferecendo caminhos e suporte para que essas pessoas possam seguir aprendendo, empreendendo e realizando seus projetos pessoais e profissionais, sempre com foco na autonomia e na manutenção de uma elevada qualidade de vida. A iniciativa reforça o papel fundamental da educação continuada e do apoio ao empreendedorismo para todas as faixas etárias, como divulgado pelo Jornal Sete.
