Imagem gerada com IA
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro adotou uma nova postura estratégica nas redes sociais, passando da defensiva para o ataque em um movimento que buscou reverter um período de perdas de seguidores. A tática, direcionada a um membro da família e seus aliados, visava conter uma série de críticas que, segundo ela e levantamentos especializados, estavam impactando negativamente sua presença digital.
Essa mudança de abordagem culminou na publicação de um vídeo que criticava abertamente o pré-candidato à Presidência, marcando um ponto de virada significativo em sua trajetória nas plataformas digitais. A iniciativa não apenas interrompeu um ciclo de mais de vinte dias de declínio, mas também impulsionou seu engajamento de forma notável.
Antes da divulgação do vídeo, a ex-primeira-dama enfrentava uma fase de desgaste contínuo, com a perda constante de seguidores em suas redes sociais. Dados de um levantamento da AtivaWeb indicaram que esse ciclo negativo se estendeu por mais de vinte dias consecutivos. No entanto, a publicação do conteúdo crítico alterou drasticamente esse cenário.
Após a ofensiva, Michelle Bolsonaro não só reverteu a tendência de queda, mas também registrou um aumento expressivo em seu engajamento, superando em mais de três vezes o desempenho de seu enteado nas plataformas. No período analisado pela AtivaWeb, entre 22 de junho e 1º de julho, a taxa de engajamento da ex-primeira-dama atingiu 5,61%, enquanto a do outro político ficou em 1,59%.
A análise da AtivaWeb revelou que, enquanto Michelle Bolsonaro ampliou seu engajamento em 22,80% no período, o outro político registrou uma retração de 48,53% no mesmo indicador. Apesar disso, ele manteve uma audiência total maior, com 10.722.924 seguidores, contra 8.280.541 da ex-primeira-dama.
O diretor da AtivaWeb, Alek Maracajá, explicou a distinção entre esses dois conceitos. Segundo ele, a audiência representa o alcance de uma figura pública, ou seja, o número total de pessoas que a seguem. Já o engajamento reflete a influência, indicando o nível de interação e repercussão que o conteúdo gera. “Durante essa crise, Michelle ampliou sua influência, enquanto o outro político preservou sua estrutura de alcance”, afirmou Maracajá.
Apesar do sucesso em reverter a queda de engajamento com o vídeo, a ex-primeira-dama enfrentou um novo revés após anunciar sua saída da presidência do PL Mulher. Essa decisão gerou uma nova onda de críticas e resultou na perda de 3.242 seguidores até as 12h de 1º de julho, conforme o acompanhamento da empresa de Maracajá.
Contudo, a recuperação de engajamento obtida com a divulgação do vídeo se mostrou mais robusta, superando o impacto negativo de sua decisão de deixar a liderança do PL Mulher. O futuro político da ex-primeira-dama permanece em aberto, com a indefinição sobre uma possível candidatura ao Senado. Amigas próximas sugerem que ela pode se lançar na disputa pelo Senado no Distrito Federal, visando fortalecer seu grupo político dentro da legenda. Para mais informações sobre análises de engajamento político, clique aqui.
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