O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que o Estado pague uma indenização de R$ 20 mil a um aluno que sofreu traumas psicológicos após presenciar o ataque à escola estadual Raul Brasil, em Suzano. O caso destaca a responsabilidade do Estado na segurança dos alunos e a falha em protegê-los adequadamente.
O ataque à escola Raul Brasil, ocorrido em 2019, deixou marcas profundas em alunos e funcionários. Dois atiradores invadiram a escola, resultando em mortes e ferimentos. O estudante, que estava presente no momento do ataque, desenvolveu traumas psicológicos que dificultaram seu retorno aos estudos e afetaram sua vida social.
Para o desembargador Coimbra Schmidt, relator do caso, houve uma falha clara do poder público em garantir a segurança dos alunos. Ele destacou que a responsabilidade do Estado em proteger os estudantes não pode ser afastada, mesmo em casos de eventos imprevisíveis. A decisão reforça a necessidade de medidas de segurança mais eficazes nas instituições de ensino.
Esta é a terceira condenação do TJ-SP contra o Estado de São Paulo relacionada ao massacre. Em 2021, uma ex-aluna que se escondeu durante o ataque foi indenizada, e em 2025, outra estudante que necessitou de acompanhamento especializado também recebeu reparação. Esses casos evidenciam um padrão de falhas na proteção escolar.
Os traumas psicológicos enfrentados pelo aluno afetaram significativamente sua capacidade de retomar a vida acadêmica e social. Ele relatou dificuldades em conviver socialmente e em retornar ao ambiente escolar, o que reforça a gravidade do impacto emocional causado pelo ataque.
A decisão do TJ-SP pode abrir precedentes para outras ações judiciais semelhantes e pressiona o Estado a rever suas políticas de segurança em escolas. A proteção dos alunos deve ser uma prioridade, e medidas efetivas são necessárias para evitar tragédias futuras.
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Fonte: g1.globo.com
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