O ex-secretário adjunto de Segurança de Arujá, Uelton de Souza Almeida, permanece como vereador na cidade, apesar de estar preso sob suspeita de homicídio. A situação tem gerado debates sobre os limites legais para a manutenção de mandatos políticos em casos de prisão preventiva.
Prisão e acusação de homicídio
Uelton de Souza Almeida é suspeito de ter assassinado o Guarda Civil Municipal (GCM) Nelson Caetano de Lima Neto em dezembro de 2025. O crime teria ocorrido na residência da ex-esposa de Uelton, que era a atual namorada da vítima. O ex-secretário se entregou à polícia em 26 de dezembro de 2025, e sua prisão temporária foi convertida em preventiva em janeiro de 2026.
Manutenção do mandato e afastamento
Apesar da prisão, Uelton continua a ser vereador em Arujá. Em fevereiro de 2026, ele solicitou uma licença não remunerada de 180 dias para tratar de interesses particulares, com base no Regimento Interno da Câmara. A licença foi prorrogada por mais 180 dias em agosto do mesmo ano. Durante esse período, os suplentes Betinho e Moisés Chocolate assumiram a vaga temporariamente.
Aspectos legais e implicações políticas
De acordo com o advogado Luiz David Costa Faria, a prisão preventiva não implica a perda automática do mandato, pois a Constituição garante a presunção de inocência até o trânsito em julgado. No entanto, uma condenação criminal definitiva pode resultar na suspensão dos direitos políticos e, consequentemente, na perda do mandato.
Relembre o caso
O crime ocorreu na noite de 24 de dezembro de 2025, quando Uelton teria disparado 12 vezes contra Nelson Caetano na casa onde a ex-esposa de Uelton morava. A vítima havia sido convidada para um churrasco pela namorada, que pediu para que ele esperasse a saída de Uelton antes de ir ao local. Ao chegar, Nelson foi surpreendido pelo suspeito, que ainda estava na residência.
O julgamento de Uelton está marcado para 15 de dezembro de 2026, no Plenário do Júri do Fórum de Arujá. A expectativa é de que o caso traga à tona discussões sobre a ética e a legalidade na manutenção de mandatos políticos em situações de suspeita criminal.

