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Itaquá mantém força-tarefa após chuvas que afetaram 2,1 mil moradias

A Prefeitura de Itaquaquecetuba mantém mobilizada a força-tarefa criada para acompanhar a recuperação do município após as chuvas dos dias 12 e 13 de setembro, que afetaram cerca de 2,1 mil moradias. Apesar da redução do volume de precipitações e da estabilidade do cenário, as equipes seguem atuando na prevenção de novos impactos, recuperação da infraestrutura e assistência às famílias atingidas.

Nas últimas 24 horas, foram registrados aproximadamente 19 milímetros de chuva. O volume menor não eliminou os efeitos das precipitações anteriores. O solo permanece saturado, dificultando o escoamento da água em alguns pontos. Atualmente, os acúmulos estão restritos às vias, sem novos impactos significativos nas residências.

A Defesa Civil monitora as condições dos rios e do solo, além da previsão meteorológica. Paralelamente, equipes de drenagem e limpeza trabalham em regiões que ainda apresentam lâminas d’água e retorno pela rede de drenagem.

“Estamos acompanhando a situação de perto e mantendo a estrutura necessária para atender a população. A chuva diminuiu, mas o solo ainda está encharcado, por isso precisamos continuar atentos. Nosso compromisso é garantir que as famílias tenham assistência e que os serviços necessários sejam realizados até que as condições estejam normalizadas”, afirmou o prefeito Eduardo Boigues.

Entre os serviços realizados estão a limpeza e o desassoreamento de bocas de lobo, o jateamento de tubulações e a retirada de água acumulada com caminhão hidrojato. Na Rua Vital Brasil, na Vila Maria Augusta, foram feitos serviços de esgotamento manual e instaladas estruturas para auxiliar no processo de drenagem. Nesta terça-feira (22), máquinas continuam em operação no bairro.

Segundo a Defesa Civil, a redução dos impactos não representa o encerramento das ações. “Estamos em uma etapa de recuperação e prevenção. Cada ponto continua sendo acompanhado para que possamos agir rapidamente diante de qualquer mudança. A prioridade é preservar vidas, reduzir riscos e dar segurança para que os moradores possam retomar a rotina”, explicou o subsecretário de Defesa Civil, Anderson Marchiori.

Assistência às famílias

A assistência às famílias afetadas também permanece entre as prioridades da força-tarefa. As ações incluem o isolamento de áreas atingidas por deslizamentos e medidas de ajuda humanitária realizadas em conjunto com a Assistência Social.

A pasta iniciou a entrega de cestas básicas e kits de limpeza para moradores das regiões mais atingidas. O trabalho começou pela Vila Japão, Maria Augusta, Vila Sônia e Jardim Fiorelo.

O abrigo emergencial instalado no Centro de Convivência da Melhor Idade (CEMI) também continua disponível para moradores que necessitem de acolhimento. Nesta terça-feira, o espaço atende 10 famílias, totalizando 32 pessoas.

No local, os moradores recebem cinco refeições diárias — café da manhã, almoço, café da tarde, jantar e ceia — além de acompanhamento, atividades de convivência e recreação.

A estrutura de atendimento permanece mobilizada enquanto houver necessidade. A orientação aos moradores é procurar a Defesa Civil diante de qualquer situação de risco. O serviço pode ser acionado pelo telefone 199.

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