Nesta quarta-feira (16) o Museu Municipal de Arujá “Umbelina Ferreira Barbosa” recebeu o lançamento da exposição “Guarú: Raízes do Brasil”, uma iniciativa da Prefeitura de Arujá, Diretoria de Igualdade Racial, vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social, e Secretaria de Cultura. A mostra é uma viagem às origens que moldam a identidade do nosso povo, mergulhando nas tradições que conectam o Brasil à sua essência ancestral.
A exposição traz à tona a força da natureza, da cultura e dos povos originários, convidando a todos a reconectar-se com a rica herança indígena da cidade de Arujá. A exposição busca promover a valorização da cultura e da história local. Logo na entrada, os visitantes se depararam com uma oca especialmente montada para recepcioná-los. Já dentro do Museu, vários objetos e acessórios indígenas, um verdadeiro acervo sagrado, bem como diversos itens feitos pelos alunos do Centro de Convivência da Criança e do Adolescente (CCCA) Centro, Barreto e Mirante, inclusive uma maquete de uma aldeia, que surpreendeu pelos detalhes, e a visita ilustre, na abertura da exposição, do cacique Xarumai da aldeia M’Boiji, vindo de Mogi das Cruzes, cujo nome é Luís Wera Djekipé Lima, e representantes dos Tupinambás, Naiá e Yakuy.
A mostra permanecerá aberta ao público até o dia 13 de maio, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, exceto durante o feriado prolongado da Sexta-feira Santa e de Tiradentes. A entrada é gratuita, permitindo que toda a comunidade possa aproveitar essa oportunidade para se reconectar com suas raízes e celebrar a diversidade cultural que forma a identidade do povo brasileiro.
Com essa iniciativa, a Prefeitura de Arujá busca fortalecer a conexão entre a comunidade e sua herança cultural, promovendo a reflexão e o apreço pela história local.
O prefeito Luis Camargo, o Dr Camargo, ressaltou que Arujá foi a primeira cidade do Alto Tietê a criar a Diretoria da Mulher, a Diretoria da Igualdade Racial e a Diretoria da Pessoa com Deficiência e comentou sobre importância do fato: “Toda questão, para ser resolvida, precisa ser trazida à luz. Então, ao darmos voz e vez a essas pessoas, que muitas vezes acabam sendo marginalizadas e excluídas, muitas vezes do convívio social, já estamos iniciando a solução”, pontuou.
Para o secretário de Cultura, Rogério Pereira, toda a troca de informações, proporcionada pelos representantes dos povos originários com as crianças, é de grande valia para o desenvolvimento do senso crítico e conhecimento de suas raízes.
Lucia Ribeiro, diretora de Igualdade Racial, expressou sua felicidade pela realização da iniciativa e agradeceu a todos que prestigiaram a exposição.
Em seu pronunciamento, durante o evento, o cacique Xarumai emocionou a plateia ao dizer: “Cortaram nossos galhos, nossas árvores, mas não cortaram nossas raízes. Todos somos iguais, todos temos nossos ancestrais na nossa árvore genealógica, portanto, todos temos o mesmo sangue; todos somos uma família”, expressou.
Estiveram presentes também os secretários de Governo, Abelzinho, de Assistência Social, Juliana Daniel, as diretoras da Pessoa com Deficiência, Hadassa Machado, da Mulher, Ana Poli, o historiador João Machado, jovens participantes de oficinas no CCCA Centro, Barreto e Mirante, alunos, professores, coordenadores, demais servidores e público em geral.
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