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Lula defende Nossa Senhora Aparecida e critica polêmica religiosa em ato político

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração contundente nesta segunda-feira em Belém, no Pará, afirmando que a imagem de Nossa Senhora Aparecida não será desrespeitada durante sua gestão. A fala ocorreu em um evento de campanha e se insere em um contexto de intensa polarização política e religiosa, que tem movimentado o debate público e as redes sociais.

A manifestação do presidente surge em meio a uma controvérsia que envolve acusações de que políticos de direita, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teriam a intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Este cenário tem levado a uma série de trocas de acusações e defesas por parte dos envolvidos, com a religião se tornando um ponto central na disputa eleitoral.

O posicionamento de Lula sobre Nossa Senhora Aparecida e críticas religiosas

Durante seu discurso, Lula enfatizou a necessidade de respeito a todas as crenças. Ele declarou que, enquanto estiver na presidência, “ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida”, e que é fundamental respeitar todas as religiões, incluindo as de matriz africana, pois “ninguém é dono da verdade”.

O presidente direcionou críticas específicas à Igreja Batista da Lagoinha e ao pastor Valadão, mencionando que a igreja, sediada em Belo Horizonte (MG), teria recebido repasses de indivíduos investigados por ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, conforme relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Ele reivindicou uma apuração rigorosa para identificar os responsáveis por supostas irregularidades financeiras. Lula afirmou que é preciso que o povo brasileiro tenha conhecimento sobre quem “meteu a mão no dinheiro” e quem “fez orgia com sueca, com suíça, com finlandesa”, para que se possa “fazer uma limpeza”.

A controvérsia política e a reação de Flávio Bolsonaro

A declaração de Lula ocorre em um momento de grande repercussão sobre publicações nas redes sociais que atribuem a Flávio Bolsonaro e a outros políticos de direita a intenção de remover o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O senador, por sua vez, classificou o assunto como “fake news” em uma entrevista.

Flávio Bolsonaro comparou a situação a uma “facada” política, remetendo ao ataque sofrido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2018. Ele expressou a convicção de que a tentativa de eliminar seu pai em 2018 se deu porque ele já era visto como presidente, e que a atual “fake news” seria uma espécie de ataque similar.

O candidato à reeleição culpou o Partido dos Trabalhadores (PT) pela disseminação da notícia falsa. Ele relatou ter ficado surpreso com a velocidade de propagação da informação enquanto estava em uma agenda de campanha em Minas Gerais, o mesmo estado onde seu pai foi vítima de atentado há alguns anos, questionando a origem e a rapidez da difusão da notícia.

Gestos simbólicos em meio à campanha eleitoral

Em um gesto simbólico na manhã da mesma segunda-feira, Flávio Bolsonaro ergueu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante uma caminhada no Centro de São Paulo. Ele estava acompanhado do governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a imagem foi entregue por um participante do ato.

Já no comício em Belém, ao final do evento, o presidente Lula recebeu uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré do candidato do MDB ao Senado pelo Pará, Helder Barbalho. O presidente segurou a imagem e a exibiu ao público presente, reforçando o uso de símbolos religiosos em suas aparições de campanha.

Para mais informações sobre o cenário político e as últimas notícias, acesse g1.globo.com.

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