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Maternidade de Mogi das Cruzes é inaugurada, com atendimento gradual a partir de maio

A cidade de Mogi das Cruzes marcou um importante avanço na saúde pública com a inauguração da Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança. Embora a abertura oficial tenha ocorrido neste sábado (9), o início do atendimento à população será implementado de forma gradual, começando em 25 de maio. Esta abordagem visa assegurar uma transição organizada e a plena capacidade de funcionamento da nova unidade.

A nova maternidade representa um investimento significativo na infraestrutura de saúde da região, projetada para atender às crescentes demandas por serviços obstétricos e pediátricos. A implantação faseada dos serviços permitirá que a equipe se adapte e que os processos sejam otimizados antes de alcançar a operação completa, garantindo a segurança e a qualidade do atendimento aos pacientes.

Implantação Gradual dos Serviços e Cronograma Detalhado

O atendimento na Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança será expandido progressivamente, conforme um cronograma estabelecido. A partir de 25 de maio, a unidade começará a receber gestantes inscritas no programa Mãe Mogiana, oferecendo um leque inicial de serviços. Estes incluem o banco de leite, ambulatório para consultas e exames, além de atendimentos especializados em obstetrícia, pediatria, psicologia, nutrição e vacinação.

A segunda fase da implantação está prevista para agosto, quando a maternidade iniciará a realização de partos de baixo risco, que serão previamente agendados. Neste período, também serão ativadas a UTI Neonatal e o alojamento conjunto, que permite que mães e bebês permaneçam juntos após o parto. A expectativa é que, em setembro, a maternidade esteja operando em sua capacidade máxima, incluindo o pronto atendimento obstétrico e a realização de partos de alto risco, consolidando todos os serviços em plena funcionalidade.

Estrutura Moderna e Capacidade de Atendimento

A Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança de Mogi das Cruzes destaca-se por sua estrutura moderna e abrangente, projetada para oferecer um ambiente completo de cuidado. O edifício possui 8 mil m² de área construída, distribuídos em sete andares, e conta com um total de 90 leitos. A unidade foi pensada para integrar diversas especialidades e serviços essenciais para a saúde da mulher e da criança.

Entre os principais recursos, a maternidade dispõe de um ambulatório para consultas e exames especializados, além de um pronto atendimento obstétrico para urgências. Para o processo de internação e parto, há salas de pré-parto, parto e pós-parto (PPP), quatro salas cirúrgicas e uma área de recuperação pós-anestésica. O suporte é complementado por um banco de leite humano e uma central de material esterilizado. Na área neonatal, a unidade oferece UTI neonatal, unidade de cuidados intermediários neonatais e 28 leitos de alojamento conjunto, além de uma unidade de cuidado intermediário neonatal canguru. A equipe multiprofissional abrange pediatria, ginecologia e UTI adulta. A capacidade projetada é de até 400 partos por mês e cerca de 2 mil atendimentos obstétricos de urgência mensalmente.

A Transição dos Serviços e o Papel da Santa Casa

Atualmente, a Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes é a única instituição que oferece maternidade pública na cidade. Com a inauguração da nova unidade municipal, um processo de transição dos serviços está em andamento desde março. Este processo é coordenado por uma comissão técnica composta por representantes da Secretaria Municipal de Saúde, da Santa Casa e do Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz, responsável pela gestão da nova maternidade.

A Santa Casa informou que a transição é conduzida de forma gradual para assegurar a continuidade dos atendimentos e a segurança dos pacientes, sem uma data definida para o encerramento dos partos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na sua unidade. No primeiro trimestre de 2026, a Santa Casa realizou 952 partos, um número similar aos 949 do primeiro trimestre de 2025. O total de atendimentos (consultas e internações) foi de 56.106 no primeiro trimestre de 2026, superando os 49.587 do mesmo período de 2025. A instituição possui 193 leitos distribuídos em diversas especialidades, incluindo 34 de obstetrícia clínica e 10 de UTI neonatal. Financeiramente, a Santa Casa registra uma receita e despesa média mensal de aproximadamente R$ 8 milhões, com um repasse mensal da Prefeitura de R$ 2,2 milhões para o pronto-socorro, sem previsão de alteração com a nova maternidade. Para mais informações sobre saúde pública, consulte fontes oficiais como o Ministério da Saúde.

Redação on-line

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