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Morte de juíza após coleta de óvulos levanta questões sobre atendimento médico

A morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, após um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro, gerou uma investigação policial e levantou questões sobre o atendimento médico prestado. O caso ocorreu em Mogi das Cruzes, São Paulo, e envolve o médico responsável, Maurício Costa Nunes Ligabô Júnior, que está sendo investigado por homicídio culposo.

morte: cenário e impactos

Depoimentos revelam alertas ignorados

Duas médicas que atenderam Mariana na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital e Maternidade Mogi Mater afirmaram à Polícia Civil que alertaram repetidamente o médico responsável sobre a necessidade de uma cirurgia de urgência. Os depoimentos indicam que a autorização para o procedimento só ocorreu 28 horas após a entrada da paciente no hospital, o que pode ter contribuído para o agravamento do quadro.

Detalhes do procedimento e complicações

Mariana passou pela coleta de óvulos na manhã de 4 de maio e, horas depois, foi levada ao hospital com dores intensas e sinais de hemorragia. A médica intensivista Dayse Guedes Fernandes relatou que, durante a noite, comunicou ao médico responsável sobre a piora do quadro, mas ele considerou os sintomas normais de hiperestimulação ovariana.

Reações e declarações das partes envolvidas

A defesa de Maurício Ligabô afirmou que o médico prestou toda a assistência necessária e que Mariana recusou a oferta de uma ambulância, optando por ser levada ao hospital no carro da mãe. O hospital, por sua vez, destacou que a equipe médica tinha autonomia para conduzir os cuidados intensivos, mas que o médico responsável era quem definia as estratégias terapêuticas.

Investigação e expectativas da família

A família de Mariana confia na investigação conduzida pela Polícia Civil e espera que o médico seja indiciado e processado. A mãe da juíza, Marilza Francisco, descreveu o sofrimento da filha e afirmou que a assistência médica foi insuficiente, destacando que Mariana perdeu cerca de dois litros de sangue antes de ser levada ao hospital.

Impacto e desdobramentos futuros

O caso trouxe à tona questões sobre protocolos médicos e a importância de respostas rápidas em situações de emergência. A investigação continua, buscando esclarecer se houve negligência no atendimento e quais medidas podem ser adotadas para prevenir ocorrências semelhantes no futuro.

Para mais informações sobre protocolos médicos e investigações em casos de complicações médicas, acesse o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo.

Redação on-line

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