O Alto Tietê registrou um aumento alarmante no número de mortes no trânsito em abril, com um crescimento de 63% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados, divulgados pelo Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga), revelam um cenário preocupante para a segurança viária na região.
Ao todo, 18 óbitos foram contabilizados em abril de 2026, um salto significativo em relação às 11 mortes registradas em abril de 2025. Este aumento de sete vítimas fatais acende um alerta para as autoridades e a população sobre a urgência de medidas preventivas e de conscientização no trânsito local.
Crescimento Alarmente nas Mortes no Trânsito
A análise do Infosiga destaca que o expressivo aumento de 63% nas mortes no trânsito no Alto Tietê foi impulsionado por uma série de acidentes fatais. A comparação entre os dois períodos anuais evidencia uma deterioração da segurança nas estradas e vias urbanas da região, exigindo atenção imediata das autoridades e da comunidade.
O balanço de 18 mortes em abril de 2026, contra 11 no ano anterior, representa não apenas um número, mas a perda de vidas e o impacto devastador para as famílias envolvidas. A persistência dessa tendência pode indicar a necessidade de reavaliação de estratégias de educação no trânsito e de fiscalização do cumprimento das leis.
Mogi das Cruzes e o Cenário Regional
Entre as cidades que compõem o Alto Tietê, Mogi das Cruzes se destacou negativamente, sendo a localidade com o maior número de mortes registradas. A cidade passou de zero óbitos em abril de 2025 para um total de 10 em abril de 2026, um salto que contribuiu significativamente para o índice regional.
Desse total em Mogi das Cruzes, metade das vítimas (5) eram motociclistas, e quatro estavam em carros, evidenciando a vulnerabilidade de diferentes usuários das vias. Além disso, outras cidades como Arujá e Biritiba-Mirim, que não haviam registrado mortes no ano anterior, contabilizaram um óbito cada em abril de 2026, ambos envolvendo motociclistas, o que reforça a preocupação com essa categoria de condutores.
Perfil das Vítimas e Veículos Envolvidos
O levantamento do Infosiga também traça um perfil das vítimas e dos veículos mais envolvidos nos acidentes fatais. A maioria das vítimas era do sexo masculino, representando 59% do total, enquanto mulheres corresponderam a 41%. Em relação ao papel no trânsito, 10 eram condutores, quatro passageiros e três pedestres, indicando que a fatalidade atinge diversas posições.
As motocicletas foram os veículos mais presentes nas ocorrências fatais, envolvidas em 55,5% dos casos. Carros foram o segundo tipo de veículo mais afetado, com 22,2% das vítimas, e uma pessoa que estava em uma bicicleta também foi vítima de acidente fatal. Esses dados sublinham a necessidade de ações direcionadas à segurança de motociclistas e pedestres, grupos frequentemente mais vulneráveis.
Distribuição dos Acidentes por Tipo de Via
A análise da localização dos acidentes revela que a maioria das mortes, 11 do total, ocorreu em vias municipais, indicando que os perigos não se restringem às grandes rodovias. Seis óbitos foram registrados em vias estaduais, e um caso não teve o local especificado, o que dificulta a identificação precisa do local do ocorrido.
A alta ocorrência de acidentes fatais em vias municipais sugere que a infraestrutura urbana, a sinalização e a fiscalização dentro das cidades também desempenham um papel crucial na prevenção de tragédias. A atenção deve ser redobrada em todos os tipos de vias para reverter essa tendência de alta nas mortes no trânsito e garantir maior segurança para todos.
Para mais informações sobre os dados de segurança viária no estado de São Paulo, consulte o Infosiga.

