A Polícia Federal (PF) aponta uma significativa coincidência entre os períodos de gravação do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e os repasses de verbas realizados pelo deputado federal Mário Frias (PL-RJ) por meio de emendas parlamentares. As investigações indicam que esses recursos foram destinados a organizações chefiadas por Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora responsável pelo longa-metragem.
Essa conexão financeira levanta suspeitas sobre a possível ocorrência de crimes, notadamente desvios de recursos públicos, e a integração de uma organização criminosa que teria utilizado as emendas para financiar contratos supostamente fraudulentos, conforme as diligências preliminares da PF.
Conexões Financeiras e o Filme ‘Dark Horse’
A investigação da Polícia Federal detalha movimentações financeiras da Go Up Entertainment, empresa responsável pela produção de “Dark Horse”. Entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, a produtora movimentou um total de R$ 19.033.071.
Nesse período, a Go Up Entertainment recebeu fundos de diversas fontes, incluindo R$ 750 mil da NTT Brasil e R$ 645,4 mil diretamente do deputado federal Mário Frias. A coincidência temporal é um dos pontos-chave para os investigadores, uma vez que o filme foi gravado em São Paulo entre 20 de outubro e 7 de dezembro de 2025.
O Papel de Mário Frias e as Organizações Suspeitas
Mário Frias, além de ser deputado federal e supostamente um dos remetentes de verbas para a produtora, é também o produtor executivo do filme “Dark Horse”. A PF destaca que os repasses de emendas parlamentares foram direcionados a duas organizações sociais: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).
Ambas as instituições são presididas por Karina Ferreira da Gama, que, segundo a Polícia Federal, possui vínculos com o parlamentar. As investigações sugerem que os contratos financiados por esses recursos não teriam sido executados conforme as finalidades previstas, configurando um possível desvio de verbas públicas.
Operação Policial e Desdobramentos da Apuração
As informações sobre as irregularidades constam na decisão judicial que autorizou uma operação de busca e apreensão. Esta ação teve como alvos o deputado Mário Frias e outros 28 indivíduos, incluindo as duas organizações não governamentais (ONGs) lideradas por Karina Ferreira da Gama.
A Polícia Federal continua a apurar os indícios de desvio de recursos públicos e a atuação da suposta organização criminosa. A investigação busca esclarecer a extensão do envolvimento dos citados e a real destinação das verbas parlamentares, que deveriam ser usadas em benefício da população. Para mais informações sobre investigações similares, consulte portais de notícias confiáveis.

