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Eleições 2026: Congresso Nacional vê redução na bancada de policiais e militares

As eleições de 2026 marcaram uma mudança significativa no panorama político brasileiro, com a observação de uma diminuição na representação de policiais e militares no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas estaduais. Este recuo, em comparação com pleitos anteriores, sinaliza uma reconfiguração nas forças políticas que compõem o legislativo do país, levantando discussões sobre o perfil dos representantes eleitos e as tendências de voto da população.

Historicamente, a presença de membros das forças de segurança e defesa no parlamento tem sido um fator relevante, influenciando debates sobre segurança pública, defesa nacional e direitos das categorias. A análise dos resultados eleitorais de 2026 oferece um panorama detalhado dessa alteração, destacando a composição atual e as comparações com ciclos eleitorais passados.

Representação de policiais e militares no Congresso Nacional

No pleito de 2026, um total de 18 policiais e militares conquistou assentos no Congresso Nacional. Este grupo é composto por 13 deputados federais, 2 senadores eleitos e 3 suplentes de senador. Os dados revelam uma tendência de queda na presença desses profissionais no legislativo federal.

Em comparação, as eleições de 2022 haviam eleito 20 parlamentares com esse perfil, enquanto em 2018, o grupo contava com 21 representantes. Essa sequência de declínio indica uma possível alteração na preferência do eleitorado ou nas estratégias políticas das próprias candidaturas, impactando a composição da bancada.

Eleições estaduais e o cenário local

A diminuição na representação não se restringiu ao âmbito federal. Nos estados, o cenário também apresentou um recuo. O vice-governador eleito em Rondônia, Delegado Camargo (Podemos), é um policial civil, sendo o único representante desse segmento a alcançar um cargo no executivo estadual.

Adicionalmente, 26 candidatos que declararam ocupações policiais ou militares foram eleitos para as assembleias legislativas estaduais. Este número é inferior aos 24 eleitos em 2022 (incluindo deputados distritais) e significativamente menor que os 54 representantes que garantiram cadeiras em 2018, reforçando a tendência de redução em todas as esferas.

A questão da declaração de ocupação

É importante notar que a contagem dos representantes com perfil policial ou militar baseia-se na ocupação declarada pelos candidatos no registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Casos como o de Guilherme Derrite (PP), eleito senador por São Paulo, ilustram uma nuance relevante.

Apesar de ser capitão da reserva da Polícia Militar de São Paulo, Derrite declarou “deputado” como sua ocupação, não sendo incluído no levantamento. Essa prática pode influenciar as estatísticas, uma vez que candidatos com histórico nas forças de segurança podem optar por declarar outras profissões no momento do registro eleitoral, impactando a percepção da real dimensão da bancada.

Perfis dos eleitos para o legislativo

Entre os policiais, membros das Forças Armadas e militares reformados que garantiram uma vaga no Congresso Nacional e nas assembleias estaduais, observa-se uma diversidade de patentes e corporações. Os eleitos incluem policiais militares, policiais civis e membros das Forças Armadas, com diferentes níveis de experiência e atuação.

A lista dos eleitos para a Câmara dos Deputados e Senado inclui nomes como:

  • Caporezzo (PL), policial militar
  • Sargento Mello-Casal (PL), policial militar
  • Subtenete Gonzaga (PL), policial militar
  • General Girão (PL), membro das Forças Armadas
  • Sargento Gonçalves (PL), policial militar
  • Coronel Chrisóstomo (PL), membro das Forças Armadas
  • Thiago Flores (União), policial civil
  • Subtenente Vélton (PL), membro das Forças Armadas (eleito 1º suplente)
  • Nicoletti (PL), membro das Forças Armadas

Para as assembleias estaduais, alguns dos eleitos são:

  • Capitão Assumção (PL), policial militar
  • Delegado Leandro Sperandio (Pode), policial civil
  • Coronel Edson Raiado (PSD), policial militar
  • Eduardo Prado (PL), policial civil
  • Cabo Gregorio Silva (Democrata), policial militar
  • Fabão (PV), policial militar
  • Delegada Tathiana Guzella (PL), policial civil
  • Delegado Jacovós (PL), policial civil
  • Delegado Araújo (PP), policial civil
  • Fernando Silva (Republicanos), policial militar
  • Jurandir Oliveira (PSD), policial militar
  • Capitão Martim (Republicanos), membro das Forças Armadas
  • Delegada Nadine (PSD), policial civil
  • Delegado Zucco (Republicanos), policial civil
  • Gio Krug (PSD), policial militar
  • Capitão Mosart (PL), militar reformado
  • Coronel Paganotto (PL), policial militar
  • Sargento Castro (PP), policial militar

A redução na bancada policial e militar pode indicar uma nova dinâmica nas próximas legislaturas, com possíveis impactos nas pautas e prioridades discutidas no Congresso e nas assembleias estaduais. Para mais informações sobre o processo eleitoral, consulte o Tribunal Superior Eleitoral.

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