Mogi das Cruzes

Presidente da Associação Comercial de Mogi reivindica ajuda ao comércio

A Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) reivindicou a Prefeitura de Mogi a revisão de tributos, a redução do Imposto Sobre Serviços (ISS) e o parcelamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), além da criação de um programa de refinanciamento de dívidas para auxiliar o comércio. Os pedidos foram apresentados na noite de terça-feira (02/03) pela presidente da ACMC, Fádua Sleiman, durante reunião com o secretário municipal de Desenvolvimento, Gabriel Bastianelli.

Durante o encontro, a presidente expôs os impactos que a pandemia de Covid-19 e as constantes oscilações nas reclassificações do Plano São Paulo trouxeram ao comércio mogiano. Uma estimativa da entidade aponta que com a reclassificação para a fase mais restritiva, as perdas podem chegar até 80% ou 100% em alguns setores. Em relação aos pleitos para implantar um programa de refinanciamento e parcelamento de tributos, Bastianelli informou que um grupo de trabalhado foi criado pela pasta para estudar as demandas.

A reunião foi realizada após a Prefeitura de Mogi anunciar a adoção da fase vermelha a partir da meia noite de hoje, até pelo menos a próxima segunda-feira, quando haverá uma nova avaliação da situação e a decisão de permanecer ou não na fase mais restritiva.

Para a diretoria da ACMC, ajustes nos impostos e o refinanciamento das dívidas que os comerciantes contraíram neste período, são essenciais para que o setor consiga sobreviver neste momento. “Queremos a revisão dos impostos, o parcelamento do IPTU e um Refis, para que os empreendedores consigam quitar suas dívidas. Lamentamos que a decisão de mudar a fase tenha sido feita de forma tão rápida”, ressalta Fádua.

Uma das principais reivindicações do comércio é em relação à alíquota do ISS. “Mogi tem uma das maiores taxas do imposto, isso inviabiliza a concorrência. Já apresentamos na Câmara de Mogi um pedido para revisar este tributo e agora reforçamos com a Prefeitura”, disse a presidente.

Fádua avalia que este é um dos piores momentos para o setor desde o início da pandemia. “Estamos com dificuldades para manter a nossa folha de pagamento e ainda a pandemia se encontra em momento muito complicado. Defendemos que a campanha de vacinação seja intensificada e atenda a todos, não apenas parte da população”, alerta.

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