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Prisão de médico em Suzano: denúncia de abuso sexual a paciente gera repercussão

Um médico foi detido em flagrante nesta quarta-feira (14) em Suzano, sob a acusação de abuso sexual contra uma paciente de 32 anos. O incidente, que teria ocorrido durante uma consulta de retorno no Hospital e Maternidade de Suzano (HMS), resultou na imediata exigência de desligamento do profissional pela Prefeitura de Suzano e na abertura de uma investigação policial.

A denúncia da paciente desencadeou uma série de ações rápidas, envolvendo a equipe de enfermagem do hospital, a Patrulha Maria da Penha e a Polícia Civil, sublinhando a gravidade da acusação e a resposta institucional ao caso.

O Relato da Paciente e a Acusação de Abuso

A vítima procurou atendimento inicialmente na quarta-feira anterior (7) devido a fortes dores, sendo diagnosticada com pedras nos rins e com suspeita de apendicite. Durante essa primeira consulta, ela relatou que o médico, identificado como Rubens Sousa de Oliveira, de 63 anos, tocou sua região próxima ao seio duas ou três vezes enquanto examinava sua barriga. Na ocasião, a paciente estava sem sutiã para a tomografia e considerou os toques acidentais.

O médico solicitou que ela retornasse ao hospital uma semana depois, às 6h, para a realização de um ultrassom. No dia do retorno, uma enfermeira acompanhou o início do atendimento, mas se ausentou da sala. A paciente contou que o médico a pediu para deitar na maca, examinou sua barriga e a região da pélvis. Em seguida, ele teria pedido que ela se virasse de bruços, fechou a porta completamente, abaixou sua calça e tocou sua região íntima com movimentos circulares, pedindo que ela movimentasse o corpo da mesma forma. A mulher afirmou ter sentido desconforto e dor na região íntima, e o médico teria retirado a mão apenas quando a enfermeira retornou à sala, encerrando o atendimento.

A Reação do Hospital e a Intervenção Policial

Após o atendimento, a paciente começou a chorar e contatou sua noiva, que a orientou a buscar ajuda no hospital. Ela relatou o ocorrido à enfermeira que havia acompanhado parte da consulta, questionando se a conduta fazia parte do procedimento para pedras nos rins. As enfermeiras confirmaram que a atitude do profissional não era normal para esse tipo de exame.

Diante da gravidade da denúncia, a equipe de enfermagem acionou a assistência social do hospital e tentou contato com a coordenação. A mulher decidiu formalizar a denúncia, e a Patrulha Maria da Penha, vinculada à Guarda Civil Municipal (GCM), foi chamada. Os agentes conduziram o médico à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Suzano, onde a prisão em flagrante foi confirmada pela autoridade policial.

Medidas da Prefeitura e o Histórico do Profissional

A Prefeitura de Suzano, por meio da Controladoria Geral do Município, agiu prontamente, exigindo o desligamento imediato do médico da unidade de saúde. O profissional é vinculado a uma empresa terceirizada prestadora de serviços ao hospital. A administração municipal informou que acompanha de perto as providências junto à entidade gestora do hospital e à empresa responsável.

Segundo a prefeitura, o médico atuava na unidade há aproximadamente seis meses e havia realizado menos de 25 plantões nesse período. Até o momento da denúncia, não havia registro de queixas contra ele. A administração municipal reforçou que fiscaliza os serviços prestados, exige documentação e verifica o histórico profissional dos médicos, conforme os critérios administrativos e contratuais estabelecidos. A prefeitura também repudiou veementemente qualquer forma de violência contra a mulher e garantiu total colaboração com a investigação, assegurando a preservação da identidade, privacidade e direitos da paciente.

Desdobramentos Legais e Apoio à Vítima

O caso foi registrado como importunação sexual na DDM de Suzano. O médico passará por uma audiência de custódia nesta quinta-feira (15), conforme informações da Polícia Civil. O advogado de Rubens Sousa de Oliveira informou que o representaria na audiência. A paciente recebeu assistência integral da equipe hospitalar, incluindo acompanhamento dos serviços social e psicológico, além de apoio durante o encaminhamento à delegacia, garantindo que ela tivesse o suporte necessário diante da situação traumática.

Para mais informações sobre direitos do paciente e ética médica, consulte fontes confiáveis como o Conselho Federal de Medicina.

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