Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Missão, apresentou suas principais propostas para a saúde pública e o mercado de trabalho durante um evento de campanha em São Paulo. Em sua agenda, o presidenciável destacou a necessidade urgente de modernizar o Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da tecnologia e de promover uma nova reforma trabalhista que atenda às demandas dos trabalhadores de aplicativos e do setor informal. As discussões refletem a busca por soluções inovadoras para desafios estruturais que afetam milhões de brasileiros, buscando otimização e maior proteção social.
Inovação Tecnológica para a Saúde Pública
O candidato Renan Santos enfatizou a urgência de implementar um prontuário único eletrônico no SUS, integrando dados de saúde de todos os pacientes em uma plataforma centralizada. Segundo ele, a fragmentação das informações de saúde é um dos maiores obstáculos para a eficiência do sistema, gerando longas filas, dificuldades no agendamento e na continuidade dos tratamentos. A proposta visa aprimorar a gestão de filas, otimizar o atendimento e garantir que o histórico médico do paciente esteja acessível em qualquer ponto da rede.
A adoção de inteligência artificial (IA) seria um pilar central dessa modernização. Renan Santos explicou que a IA poderia ser utilizada para analisar o histórico de saúde dos pacientes, identificar precocemente fatores de risco para doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, e até mesmo auxiliar na personalização de tratamentos e na prevenção de agravos. “O prontuário único permite que você tenha toda a trajetória do tratamento da sua doença dentro de um aplicativo”, afirmou o candidato, ressaltando a conveniência e a agilidade que a ferramenta traria aos usuários do sistema público de saúde.
O presidenciável citou exemplos internacionais de sucesso, onde a implementação de sistemas digitais semelhantes resultou em melhorias significativas na qualidade e no acesso aos serviços de saúde. Ele expressou otimismo quanto ao potencial de sua proposta para o Brasil, acreditando que a tecnologia pode ser uma aliada poderosa na superação das deficiências atuais. “Os ganhos para as pessoas vão ser gigantescos. Dá pra pegar a fila do SUS em três anos você zerar, como algumas experiências que estão tendo mundo afora”, declarou, projetando uma redução drástica nos tempos de espera por consultas, exames e cirurgias, melhorando a qualidade de vida da população.
Reforma Trabalhista para o Século XXI: Flexibilidade e Proteção
No âmbito da economia e do trabalho, Renan Santos abordou a crescente informalidade e a situação dos trabalhadores de plataformas digitais, como entregadores e motoristas de aplicativo, que muitas vezes operam sem a proteção social adequada. Sua proposta para uma nova reforma trabalhista foca em um modelo de contratação baseado na venda de horas de trabalho, que ele descreve como mais simples e flexível do que o atual regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Este novo formato buscaria se adaptar às dinâmicas do mercado moderno e às novas formas de trabalho.
O candidato argumentou que o modelo vigente da CLT, com sua estrutura rígida e alta carga tributária, muitas vezes desestimula a formalização, especialmente entre os jovens que buscam flexibilidade e autonomia. “Hoje a maior parte das pessoas no Brasil, especialmente os mais jovens, não apenas não consegue a formalização via CLT, como muitas vezes não quer, porque a tributação é alta”, explicou. A flexibilização proposta buscaria, portanto, criar um caminho mais acessível e atrativo para a formalização desses profissionais, sem abrir mão da proteção essencial.
A iniciativa de Renan Santos visa não apenas facilitar a contratação e a formalização, mas também ampliar a cobertura previdenciária para um contingente significativo de trabalhadores. A proposta prevê contribuições reduzidas para a seguridade social, garantindo que os trabalhadores informais e de aplicativos tenham acesso a benefícios como aposentadoria e auxílio-doença, sem que os custos de contratação se tornem proibitivos para as empresas ou plataformas. Essa mudança, segundo o candidato, traria maior segurança jurídica e social para milhões de brasileiros, combatendo a informalidade e promovendo uma inclusão mais ampla no sistema de proteção social do país.
