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Sabatina de Jorge Messias ao STF no Senado tem data final confirmada após reviravoltas

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal confirmou a nova data para a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, que foi indicado para ocupar uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão decisiva está agora agendada para o dia 29 de abril, após um período de incertezas e mudanças no calendário.

A indicação de Messias, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é um passo crucial para a composição da mais alta corte do país. O processo de aprovação no Senado, que inclui a sabatina e votações em comissão e plenário, é fundamental para que o nome seja efetivado.

Confirmação da Sabatina e Motivações para a Mudança

A data da sabatina de Jorge Messias passou por alterações significativas antes de ser definitivamente marcada para 29 de abril. Inicialmente, a sessão estava prevista para o mesmo dia, mas foi adiantada para 28 de abril, uma terça-feira, a pedido do relator da indicação no Senado, senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Na ocasião, o senador Rocha explicou que outros parlamentares haviam expressado preocupação com a proximidade da data original com o feriado de 1º de maio, Dia do Trabalhador, o que poderia dificultar a presença dos membros da comissão.

No entanto, a data foi novamente alterada, retornando ao dia 29 de abril. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), justificou a decisão ao jornal O Globo, mencionando a dificuldade de comparecimento de todos os membros da comissão em uma terça-feira pela manhã, visto que muitos parlamentares não retornam a Brasília já nas segundas-feiras. Essa flexibilização visa garantir a participação plena dos senadores no processo.

O Rito de Aprovação no Senado Federal

A aprovação de um nome para o Supremo Tribunal Federal segue um rito rigoroso no Senado. O primeiro passo é a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o indicado, Jorge Messias, deverá responder a uma série de questionamentos dos senadores membros da comissão. Este é um momento crucial para que os parlamentares avaliem a capacidade técnica, o conhecimento jurídico e a postura do candidato.

Após a sabatina, o relatório elaborado pelo senador Weverton Rocha é votado. Se aprovado em votação secreta na CCJ, o parecer favorável à indicação de Messias é então encaminhado ao plenário do Senado Federal, ainda na mesma data.

No plenário, a indicação é submetida a uma nova votação secreta. Para que o nome de Messias seja aprovado e ele possa se tornar ministro do STF, é necessário o aval da maioria absoluta dos parlamentares, o que corresponde a 41 votos favoráveis. Uma vez aprovado, o presidente do Senado comunica o resultado ao presidente da República, que publica o decreto de nomeação no Diário Oficial da União (DOU), viabilizando a posse na Corte. Mais informações sobre o processo podem ser encontradas no site do Supremo Tribunal Federal.

Perfil e Trajetória do Indicado Jorge Messias

Jorge Rodrigo Araújo Messias é uma figura conhecida no cenário jurídico e político brasileiro. Atualmente, ele comanda a Advocacia-Geral da União (AGU) desde o início do terceiro mandato do presidente Lula. Sua atuação na AGU e sua longa experiência na Corte lhe conferem um bom trânsito entre os ministros do STF.

Natural de Pernambuco, Messias tem 46 anos e é evangélico. Sua carreira inclui passagens como procurador do Banco Central e da Fazenda Nacional, demonstrando sua expertise em diversas áreas do direito público. Durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, ele ocupou importantes cargos, como consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, além de ter sido subchefe para assuntos jurídicos da Presidência da República.

Bastidores da Indicação e Articulações Políticas

A indicação de Jorge Messias para o STF foi marcada por um período de idas e vindas nos bastidores políticos. Embora o presidente Lula tenha nomeado Messias em novembro do ano passado, a formalização da mensagem ao Senado só ocorreu no início deste mês, gerando certa apreensão e comentários no Congresso.

Inicialmente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria patrocinado a indicação de um aliado seu para a vaga, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que já presidiu o Congresso. Após a indicação de Messias, Alcolumbre chegou a agendar a sabatina para dezembro de 2025. No entanto, essa sessão foi cancelada devido à ausência do envio oficial do nome do AGU pelo governo ao Senado.

Alcolumbre chegou a expressar sua “perplexidade” com a demora do governo em formalizar a mensagem. O reagendamento da sabatina para 29 de abril é visto como um gesto de apoio à base do governo. No mesmo dia em que destravou a sabatina de Messias, Alcolumbre também sinalizou para a oposição, agendando a votação do veto ao projeto da dosimetria, que pode ter implicações para o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023.

Redação on-line

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