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Governo e estados dividem custo de R$ 3,5 bilhões para subsidiar diesel por 60 dias

O Brasil implementou um acordo crucial para estabilizar os preços do diesel, uma medida que visa mitigar os impactos da volatilidade econômica global no setor produtivo nacional. O presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Flávio César, anunciou nesta quarta-feira (1º) que a iniciativa, focada em subsidiar o combustível, terá um custo fiscal total estimado entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões. Este valor será dividido igualmente entre a União e os estados, marcando um esforço conjunto para proteger a economia.

O Acordo e o Impacto Financeiro Compartilhado

A essência do acordo reside na concessão de um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel diretamente ao consumidor. Este subsídio será financiado de forma paritária, com R$ 0,60 provenientes dos cofres federais e R$ 0,60 custeados por cada estado. A divisão equitativa do ônus financeiro reflete a complexidade da situação e a necessidade de uma resposta coordenada entre os diferentes níveis de governo para enfrentar a crise de preços.

Razões Estratégicas e Urgência da Intervenção

A principal motivação por trás desta medida é blindar o setor produtivo brasileiro, com especial atenção ao agronegócio, contra a escalada dos preços do diesel. Essa alta é atribuída, em grande parte, ao conflito geopolítico entre Estados Unidos e Irã, que tem gerado instabilidade nos mercados internacionais de petróleo. A urgência da ação é reforçada pelo calendário agrícola nacional, que se encontra em pleno período de escoamento da safra. A elevação dos custos do diesel importado, que pode representar até 40% da receita de combustíveis em alguns estados, ameaçava comprometer a viabilidade do frete e, consequentemente, impulsionar a inflação de alimentos.

Desafios e a Limitação Temporal do Subsídio

Apesar da adesão dos governadores à proposta, Flávio César ressaltou que o acordo foi viabilizado pela sua vigência limitada a 60 dias. Segundo o presidente do Comsefaz, os estados enfrentam restrições orçamentárias significativas e não teriam capacidade financeira para sustentar a ajuda caso a crise internacional se prolongasse além desse período. O secretário alertou que uma prorrogação da medida

Redação on-line

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