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Mobilização de autoridades regionais busca tratamento de XLH para adultos no SUS

A mobilização de diversas câmaras municipais e membros do Senado Federal tem ganhado destaque na busca por equidade no acesso ao tratamento de uma doença rara. O foco da iniciativa é garantir que pacientes adultos com raquitismo hipofosfatêmico, conhecido como XLH, recebam a medicação burosumabe pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esta condição genética afeta a formação óssea desde a infância, e a continuidade do tratamento na vida adulta é crucial para a qualidade de vida dos indivíduos.

Apoio legislativo fortalece acesso ao tratamento de XLH

Recentemente, várias casas legislativas regionais demonstraram apoio formal à causa. Documentos de moção foram aprovados por representantes de diversas cidades, sendo encaminhados a órgãos de saúde e comissões legislativas importantes. Essas ações visam sensibilizar as autoridades federais sobre a necessidade de inclusão plena do tratamento para pacientes adultos no SUS.

A iniciativa legislativa ressalta a importância de que os pacientes mantenham a capacidade de locomoção, trabalho e vivam sem dores ao atingirem a maioridade e ingressarem na vida profissional. O movimento busca assegurar que a medicação, cuja eficácia é reconhecida, seja disponibilizada de forma contínua, sem interrupções que comprometam a saúde e autonomia dos indivíduos.

Compreendendo o XLH: uma doença crônica com impacto ao longo da vida

O XLH é uma doença genética rara, caracterizada por ser crônica e progressiva. Sua principal manifestação é a perda renal de fósforo, resultando em hipofosfatemia persistente. Essa condição afeta diretamente o desenvolvimento e a manutenção óssea, com consequências que se manifestam em todas as fases da vida do paciente.

Sem um tratamento adequado e contínuo, as pessoas com XLH podem desenvolver deformidades ósseas significativas, dor musculoesquelética crônica, fraqueza muscular e limitações funcionais progressivas. Essas complicações comprometem a mobilidade e impactam severamente a qualidade de vida, podendo levar à incapacidade funcional e à necessidade de frequentes atendimentos de saúde, gerando custos elevados para o sistema público. A doença não se restringe à infância, persistindo e se manifestando na fase adulta.

Debate no Senado e a busca por equidade no SUS

Em uma audiência anterior, uma comissão do Senado Federal promoveu um debate aprofundado sobre a equidade no acesso ao tratamento de raquitismo hipofosfatêmico no SUS. O evento contou com a participação de representantes de órgãos de saúde, além de pacientes adultos que enfrentam dificuldades para obter a medicação e outros que a acessam por via judicial.

Familiares de pacientes infantis também estiveram presentes, compartilhando experiências sobre os benefícios do burosumabe na formação óssea e na melhoria da qualidade de vida de crianças. Relatos destacaram a transformação na vida de jovens pacientes que, após o início do tratamento, recuperaram a capacidade de realizar atividades cotidianas sem limitações. Após a audiência, foi estabelecido um grupo de trabalho em um órgão de saúde para discutir a garantia do acesso ao tratamento na vida adulta.

A mobilização continua, com a expectativa de que mais representantes públicos se unam à causa. A defesa é pela dignidade e pelo direito à vida plena para todos os pacientes com XLH, independentemente da idade, reforçando a importância do apoio contínuo de autoridades em todo o país. Para mais informações sobre saúde pública, visite o site oficial do Ministério da Saúde.

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