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Telemedicina é aposta para reduzir em até 85% filas de espera por especialidades

Telemedicina é aposta para reduzir em até 85% filas de espera por especialidades

A implementação de um novo serviço de telemedicina está sendo avaliada com a expectativa de promover uma significativa redução nas filas de espera por atendimentos especializados. As projeções iniciais indicam que a iniciativa poderá diminuir em até 85% o tempo de espera dos pacientes, representando um avanço potencial na gestão da saúde pública.

A informação foi apresentada durante uma audiência pública de prestação de contas, onde foram detalhados os planos e as expectativas em torno da nova ferramenta. O debate, que contou com a participação de representantes do legislativo e da comunidade, sublinhou a urgência de soluções inovadoras para otimizar o acesso a serviços de saúde essenciais.

Avanço da telemedicina: testes e expectativas de redução

O sistema de telemedicina, atualmente em fase de avaliação, ainda não teve seu lançamento oficial divulgado. Testes estão sendo conduzidos em áreas como cardiologia e neurologia para analisar a demanda, a tecnologia necessária e o formato mais adequado para a sua implementação. A expectativa é que, após essa fase de validação, o serviço possa ser ampliado.

A Secretaria de Saúde projeta um impacto imediato na diminuição de 60% do número de pacientes em espera. Em um período de seis a oito meses, essa redução poderá atingir a marca de 85%, conforme a otimização e a expansão do sistema. Este modelo busca oferecer um acesso mais rápido e eficiente a consultas com especialistas, desafogando as filas tradicionais.

Debate público sobre a qualidade e acesso aos serviços

A audiência pública serviu como um fórum para que vereadores e cidadãos expressassem suas preocupações e sugestões relativas à qualidade dos serviços de saúde. Questões como a percepção de falta de empatia no atendimento em uma Farmácia de Alto Custo foram levantadas, com um pedido de providências para aprimorar a humanização do serviço. A orientação foi para que as reclamações sejam formalizadas na Ouvidoria, um canal acompanhado pelo Ministério Público.

Outra demanda importante foi a análise da viabilidade de ampliar o número de médicos em uma unidade de Pronto Atendimento, localizada em um dos maiores bairros. A Secretaria se comprometeu a estudar a solicitação, considerando a telemedicina como uma das alternativas para complementar o atendimento presencial e otimizar os recursos disponíveis.

Desafios e melhorias na atenção primária e especializada

A discussão também abordou a importância da atenção primária e as condições de trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS’s). A Secretaria reconheceu a relevância de valorizar esses profissionais e seu impacto positivo no sistema, anunciando uma reunião para tratar do fornecimento de uniformes para todos os servidores da saúde.

No que tange a terapias especializadas, houve um aumento no número de sessões de equoterapia, passando de 1.800 para 2.500 entre os anos de 2025 e 2026. Além disso, a pasta estuda investir em outras formas de terapia para pacientes neurodivergentes, como a musicoterapia, e destacou a existência de atendimento multidisciplinar que já inclui a participação das famílias.

Transparência e canais de comunicação com a população

A Ouvidoria foi um ponto central nas discussões, com questionamentos sobre a sua funcionalidade, especialmente após relatos de munícipes em canais digitais. A Secretaria refutou problemas, afirmando que todos os registros são encaminhados ao Ministério Público e respondidos em até 48 horas, ressaltando a importância das reclamações para o aprimoramento contínuo dos serviços.

Outras questões abordadas incluíram o aumento de atendimentos em um serviço infantil e a sazonalidade prevista em contrato para essa demanda. A demora no atendimento em dermatologia, com uma fila que remonta a anos anteriores, foi admitida como uma dificuldade, e a telemedicina é vista como uma ferramenta promissora para alcançar efetividade na resolução desse problema. Para mais informações sobre o potencial da telemedicina na saúde pública, acesse a Organização Mundial da Saúde.

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