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Câmara promete acompanhar de perto situação do transporte escolar após paralisação de servidores

A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes decidiu acompanhar de perto a situação do transporte escolar após a paralisação temporária registrada na última segunda-feira (15). O tema foi debatido durante a sessão ordinária desta terça-feira (16), quando vereadores demonstraram preocupação com a possibilidade de novos transtornos que possam impactar estudantes e suas famílias. Nesta terça-feira, o presidente do Sindicato se manifestou pelas redes sociais.

De acordo com o presidente da Casa, vereador Francimário Vieira, o Farofa, a Comissão Permanente de Educação será responsável por monitorar o caso, mantendo diálogo constante com a Prefeitura, as empresas prestadoras do serviço e os trabalhadores envolvidos nas negociações. O objetivo é buscar soluções que garantam a continuidade do atendimento e evitem novas interrupções.

A manifestação do Legislativo ocorre após parte dos motoristas do transporte escolar realizar uma paralisação em reivindicação por melhores condições de trabalho e benefícios. Apesar da mobilização, o serviço foi retomado e os estudantes conseguiram ser transportados normalmente para as unidades de ensino, sem a necessidade de medidas emergenciais por parte da administração municipal.

Durante a sessão, os parlamentares destacaram a importância do transporte escolar para centenas de alunos da rede municipal, principalmente aqueles que vivem em regiões mais distantes. Além disso, defenderam que as negociações entre trabalhadores, empresas e Prefeitura avancem de forma transparente e que o Legislativo seja informado sobre o andamento das tratativas.

O que diz o Sindicato

Após a repercussão dos transtornos provocados no transporte escolar de Mogi das Cruzes, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sintap), Paulo Ricardo, utilizou as redes sociais para explicar a decisão de parte dos motoristas e monitores em interromper a realização de horas extras.

Segundo ele, a medida faz parte de uma estratégia de mobilização da categoria diante da falta de avanços nas negociações com a administração municipal. “O servidor de Mogi só consegue adesão às suas reivindicações através da pressão. As pautas ficam sempre na promessa de solução, mas nunca são efetivamente resolvidas”, afirmou.

Entre os principais pedidos estão a valorização salarial dos motoristas e monitores, em razão das especificidades das funções desempenhadas, e a implantação do vale-refeição, benefício que, segundo o sindicato, já é concedido a servidores de outros órgãos municipais, como o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) e a Câmara Municipal.

Paulo Ricardo explicou que a prefeitura realizou uma reunião na segunda-feira (15) para discutir as reivindicações, mas os trabalhadores apresentaram uma contraproposta, concedendo o prazo de uma semana para que a administração apresente uma solução considerada satisfatória.

De acordo com o presidente do Sindicato os trabalhadores já voltaram as atividades e devem seguir com o transporte até sexta-feira (19) data em que deve ocorrer nova reunião com a Prefeitura. Caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas os profissionais devem voltar a suspender as horas extras na próxima segunda-feira (22).

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