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Cristã, campeã de votos e com medida protetiva: quem é Malu Fernandes, candidata a deputada por SP

Mestre em Gestão e Políticas Públicas e uma das vereadoras mais jovens do estado de São Paulo, Maria Luiza Fernandes, a Malu Fernandes (PL), chega aos 26 anos à disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa (Alesp) carregando na bagagem dois mandatos, a maior votação da história de Mogi das Cruzes-SP e uma experiência pessoal que ajudou a reforçar uma de suas principais bandeiras: o combate à violência contra a mulher. Em plena campanha eleitoral, a parlamentar tem medida protetiva vigente contra o ex-companheiro.

Com acenos fortes ao público evangélico, Malu foi reeleita em 2024 com 5.089 votos, tornando-se a vereadora mais votada da história da Câmara Municipal mogiana e campeã de votos entre os parlamentares eleitos no Alto Tietê para o mandato 2024/2028. Nas eleições de 2026, ela não apresenta ao eleitor apenas a experiência na Vereança, mas, também, itinerário curricular e preparo.

Graduada em Administração Pública e mestre em Gestão e Políticas Públicas, ambos títulos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Malu preside a Comissão Permanente de Educação do Poder Legislativo de Mogi, é vice-presidente da Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo e coordena o PL Jovem da Região Metropolitana paulista.

Ao longo dos dois mandatos e a conquista de mais de R$ 2,5 milhões em emendas parlamentares, a vereadora buscou concentrar sua atuação em projetos ligados à Educação, à formação de jovens, ao Empreendedorismo e às políticas públicas para mulheres – os quais ela pretende implementar em todo o estado, caso seja eleita deputada no pleito de outubro.

Entre as iniciativas está o Decola Jovem, feira estudantil que já impactou cerca de 15 mil estudantes, passou por mais de 50 escolas e mobilizou 25 empresas em mais de sete cidades. Já o Jump, programa voltado à formação de jovens lideranças, contabiliza mais de 300 formados.

Ainda na Educação, Malu encampa propostas que passam pela gratuidade no transporte no dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por cursinho pré-vestibular gratuito, pelo combate à evasão escolar e pela inclusão da disciplina de Educação Financeira na grade de ensino das crianças.

Experiência pessoal e defesa das mulheres

É na defesa das mulheres que a vida pessoal e a atuação política de Malu se encontram. A liberal disputa a eleição deste ano sob uma medida protetiva expedida em maio contra o ex-namorado.

O caso teve novos desdobramentos no mês passado, quando a Justiça determinou seu encaminhamento à Polícia Judiciária para investigação de possíveis crimes contra a honra de Malu, violência psicológica e descumprimento de cautelares.

Até então, o agressor respondia por violência política de gênero, já que fez, segundo a defesa de Malu, um sem-número de ameaças em prejuízo ao seu mandado como vereadora. Os advogados da jovem apontam, ainda, reincidência, uma vez que as investidas também buscaram atingir a pré-candidatura da liberal à Alesp:

“Não escolhi transformar uma situação pessoal em bandeira política. Mas quando você passa por isso e percebe que muitas mulheres vivem situações semelhantes em silêncio, entende que ocupar um mandato também significa usar a própria voz para abrir caminho para quem não consegue ser ouvido”, afirma.

O público feminino, aliás, sempre foi levado em consideração por Malu, em sua atuação parlamentar em Mogi das Cruzes. A vereadora é coautora da Lei de Distribuição de Absorventes, defende o funcionamento da Delegacia da Mulher durante 24 horas e apresentou propostas voltadas à autonomia financeira de vítimas de violência doméstica.

A liberal ainda é autora de lei que garante doulas nas unidades de saúde e de propostas relacionadas à implantação gratuita de contraceptivo de longa duração e à oferta de Fisioterapia Pélvica na rede pública:

“Minha fé me ensinou a não desistir diante das dificuldades e a entender a Política como instrumento para servir. Quero levar para a Alesp aquilo que construímos em Mogi (das Cruzes) e no Alto Tietê: oportunidade para os jovens, incentivo para quem empreende e uma rede de proteção que não deixe nenhuma mulher sozinha quando ela mais precisar”, conclui Malu.

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