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Funcionários da Caixa entram em greve e afetam atendimento em cidades do Alto Tietê

A Caixa Econômica Federal enfrenta uma paralisação de seus funcionários, que iniciou nesta quinta-feira (10), impactando o atendimento em diversas agências. Segundo informações do sindicato dos bancários da região, ao menos 15 unidades no Alto Tietê tiveram suas operações presenciais interrompidas, gerando transtornos para os clientes que dependem dos serviços bancários.

A mobilização dos trabalhadores ocorre em âmbito nacional, motivada pela insatisfação com a proposta apresentada pela Caixa nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho. A categoria considerou a oferta insuficiente, levando à decisão pela greve como forma de pressionar por melhores condições e reajustes.

Atendimento interrompido em agências da Caixa no Alto Tietê

A paralisação afetou diretamente cidades como Biritiba-Mirim, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano, onde as agências da Caixa Econômica Federal suspenderam o atendimento presencial. Apesar da interrupção, os terminais de autoatendimento continuam disponíveis para os clientes que necessitam realizar operações básicas.

É importante ressaltar que a greve se restringe aos funcionários da Caixa. As agências de outros bancos, como o Banco do Brasil, operam normalmente na região do Alto Tietê, sem qualquer impacto em seus serviços.

Posicionamento da Caixa e canais de serviço alternativos

Em resposta à situação, a Caixa Econômica Federal comunicou que mantém um diálogo aberto com as entidades representativas de seus empregados. O banco afirmou ter retornado à mesa de negociação com o objetivo de buscar um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas no processo.

Para minimizar os impactos da paralisação, a Caixa orienta seus clientes a utilizarem os diversos canais digitais e remotos disponíveis. Entre as opções, destacam-se:

  • Aplicativo CAIXA
  • Internet Banking
  • WhatsApp CAIXA
  • CAIXA Tem
  • Atendimento telefônico

Além disso, os clientes podem recorrer aos caixas eletrônicos, à rede Banco24Horas, às casas lotéricas e aos Correspondentes CAIXA Aqui para realizar suas transações.

Distinção entre a greve da Caixa e a Convenção Coletiva dos bancários

A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal está especificamente ligada às negociações de seu acordo coletivo próprio. Este movimento ocorre em um contexto em que a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários foi recentemente assinada.

A CCT, que abrange a categoria bancária de forma mais ampla, foi firmada em São Paulo pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pelas entidades sindicais representativas. A paralisação na Caixa, portanto, reflete questões específicas do banco, que não foram totalmente contempladas no acordo geral.

Principais pontos da nova Convenção Coletiva de Trabalho

A renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários foi resultado de 13 rodadas de negociação, que se estenderam por mais de dois meses. O acordo prevê importantes avanços para a categoria, incluindo:

  • Reposição integral da inflação (INPC)
  • Aumento real de 0,6% nos próximos dois anos
  • Reajuste aplicado a verbas como vale-alimentação (VA), vale-refeição (VR) e Participação nos Lucros e Resultados (PLR)
  • Medidas de prevenção ao adoecimento mental
  • Combate ao assédio no ambiente de trabalho
  • Direito à desconexão fora do horário de expediente
  • Mais transparência no monitoramento digital dos trabalhadores

O acordo também contempla a criação de um programa de qualificação e recolocação profissional, além de melhorias na indenização paga a trabalhadores de bancos privados que são demitidos devido ao fechamento de agências.

O papel da Febraban na negociação coletiva nacional

A Federação Nacional dos Bancos (Febraban) desempenha um papel central nas negociações trabalhistas do setor bancário há 34 anos. A entidade informou que recebeu a pauta de reivindicações da campanha salarial deste ano em 24 de junho, culminando na conclusão das negociações em 9 de setembro.

A Convenção Coletiva de Trabalho nacional e unificada, assinada pela Febraban, abrange 171 bancos e aproximadamente 414 mil bancários em cerca de 3,6 mil municípios. O acordo foi formalizado por 245 entidades sindicais que representam tanto os trabalhadores quanto as instituições bancárias.

Para mais informações sobre o cenário bancário e as negociações coletivas, consulte fontes confiáveis como o g1.

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