A propaganda eleitoral gratuita exibida na televisão neste sábado (17) destacou estratégias contrastantes entre os postulantes ao Palácio do Planalto. O candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, dedicou a maior parte de sua inserção para rebater informações que classificou como falsas a respeito de sua plataforma. Paralelamente, o presidente Lula (PT), que busca a reeleição, concentrou seu tempo em discursos direcionados às mulheres.
Com a aproximação da votação definitiva marcada para o dia 25 de outubro, ambas as campanhas intensificaram a mobilização popular. Os dois concorrentes aproveitaram o espaço televisivo para conclamar seus respectivos apoiadores a participarem de atos de rua programados para este domingo (18), medindo forças na reta final da disputa.
Quadro com Ratinho e contestação de propostas sociais
Na peça publicitária do PL, a campanha veiculou o que denominou de teste de DNA contra boatos atribuídos à chapa adversária. A produção contou com a presença do apresentador de televisão Ratinho, figura popularmente associada a dinâmicas de exames de paternidade em atrações televisivas.
Durante a interação, o comunicador questionou o senador a respeito de rumores sobre uma possível extinção de programas sociais e benefícios básicos. O candidato refutou categoricamente que pretenda encerrar iniciativas como o Bolsa Família, o SUS, a Farmácia Popular ou mexer nos direitos de aposentadorias.
Em sua manifestação no programa, o representante do PL assegurou que as camadas vulneráveis não serão impactadas em uma eventual gestão sob seu comando. O material televisivo exibiu também declarações de apoio de aliados políticos de peso, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Foco no eleitorado feminino e críticas a votações anteriores
A propaganda veiculada pela campanha de reeleição petista teve como eixo central o eleitorado feminino, explorando registros passados da família rival. O programa exibiu episódios envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), citando ofensas dirigidas à deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) e a uma profissional de imprensa.
A mensagem veiculada pela equipe de Lula sustentou que o concorrente apenas simula respeito aos direitos femininos. Para sustentar a crítica, o programa resgatou o voto contrário de Flávio Bolsonaro ao projeto de ampliação da licença-maternidade para seis meses, período em que atuava como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
O candidato do PT adotou um tom enfático de convencimento direto ao afirmar que a escolha nas urnas deveria priorizar a rejeição ao desrespeito de gênero. O petista também fez menção à memória de sua mãe, Dona Lindu, resgatando lições de perseverança e direcionando essa inspiração às eleitoras brasileiras na reta decisiva de cobertura eleitoral.

