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Aprovação de governadores estaduais: Quaest revela estabilidade e queda acentuada no Rio de Janeiro

A mais recente rodada da pesquisa Quaest, realizada em julho de 2026, apresenta um panorama de relativa estabilidade na avaliação de governadores e ex-governadores em dez estados brasileiros. No entanto, o levantamento aponta uma notável exceção: o Rio de Janeiro, onde a aprovação do ex-governador Cláudio Castro registrou uma queda expressiva, resultando em um saldo negativo significativo.

Enquanto a maioria dos índices de aprovação nos estados pesquisados demonstrou pouca variação em comparação com abril do mesmo ano, a situação no Rio de Janeiro se destacou pela deterioração da imagem do ex-governador. A análise detalhada da Quaest oferece um panorama sobre a percepção do eleitorado em diferentes regiões do país, revelando tendências de apoio e descontentamento.

Lideranças consolidadas e ascensão em Pernambuco

Entre os políticos avaliados, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), mantém a liderança com 87% de aprovação e apenas 7% de desaprovação em julho. Seu sucessor no estado, Daniel Vilela (MDB), que assumiu após a renúncia de Caiado, registrou 64% de aprovação e 12% de desaprovação. A pesquisa em Goiás ouviu 1.104 eleitores entre 24 e 28 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

No Paraná, Ratinho Júnior (PSD) aparece com 81% de aprovação, um índice consistentemente alto em todos os recortes da pesquisa. O levantamento no Paraná entrevistou 1.104 eleitores entre 21 e 25 de julho, também com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Um dos destaques de crescimento foi a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB). Sua aprovação saltou de 62% em abril para 68% em julho, o maior avanço entre os avaliados, enquanto a desaprovação caiu de 35% para 23%. A pesquisa em Pernambuco ouviu 900 eleitores entre 22 e 26 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Cenários de estabilidade e polarização em outros estados

No Pará, o ex-governador Helder Barbalho (MDB) viu sua aprovação subir de 63% para 66%. A atual governadora, Hana Ghassan (MDB), que assumiu após a saída de Barbalho, tem 49% de aprovação e 21% de desaprovação. A pesquisa no Pará entrevistou 900 eleitores entre 21 e 25 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) manteve 55% de aprovação, estável em relação a abril, mas abaixo dos 63% de 2024. A Quaest ouviu 1.650 eleitores em São Paulo entre 23 e 27 de julho, com margem de erro de 2 pontos percentuais. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, observa sinais de desgaste, com 38% dos eleitores desejando mudanças pontuais e 33% querendo uma mudança total.

Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) registrou 57% de aprovação. Nunes destaca que 52% dos eleitores acreditam que ele merece ser reeleito, embora apenas 21% desejem continuidade total do trabalho. A pesquisa na Bahia ouviu 1.200 eleitores entre 23 e 27 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), tem 52% de aprovação, mas sua gestão é marcada por forte polarização, com 77% de aprovação entre lulistas e 67% de desaprovação entre bolsonaristas. A Quaest no Ceará ouviu 1.102 eleitores entre 24 e 28 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Em Minas Gerais, o ex-governador Romeu Zema (Novo) manteve 52% de aprovação e 41% de desaprovação. O atual governador, Mateus Simões, possui 36% de aprovação. A pesquisa em Minas Gerais ouviu 1.482 eleitores entre 22 e 26 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais. A aprovação de Zema é alta entre bolsonaristas (80%), mas a desaprovação é significativa entre lulistas (55%).

No Rio Grande do Sul, a aprovação de Eduardo Leite (PSDB) caiu de 51% para 48%, continuando uma tendência de queda que começou em fevereiro. Sua aprovação é de 64% entre lulistas, mas a desaprovação atinge 68% entre bolsonaristas. A pesquisa no Rio Grande do Sul ouviu 1.104 eleitores entre 21 e 25 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais. Felipe Nunes aponta que 51% dos eleitores não acreditam que Leite mereça eleger seu sucessor.

A crise de aprovação no Rio de Janeiro e o governo interino

O caso mais crítico foi registrado no Rio de Janeiro. O ex-governador Cláudio Castro (PL) viu sua aprovação despencar para 28% em julho, com 54% de desaprovação. Em abril, ele tinha 35% de aprovação. Essa queda de 7 pontos na aprovação e alta de 7 pontos na rejeição em apenas três meses o torna o único ex-governador do levantamento com saldo negativo e a maior deterioração de imagem entre os dez estados pesquisados.

Atualmente, o Rio de Janeiro é governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto. A avaliação de seu governo indica 34% de aprovação, 25% de desaprovação e 41% de eleitores que não souberam ou não responderam. A pesquisa Quaest no Rio de Janeiro ouviu 1.200 eleitores entre 21 e 25 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Para mais detalhes sobre a metodologia e os resultados completos, consulte a Quaest.

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