O escritório de advocacia do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está sob escrutínio devido à emissão de notas fiscais para empresas com conexões a investigações financeiras. As transações envolvem valores significativos e levantam questionamentos sobre a natureza dos serviços prestados e os vínculos com o chamado caso Master, que apura supostas fraudes financeiras em um banco.
A situação ganhou destaque após a revelação de que o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu e posteriormente cancelou notas para uma das empresas envolvidas, enquanto outra transação foi efetivada. Os detalhes emergem de documentos obtidos por uma CPI e declarações dos próprios envolvidos, adicionando camadas de complexidade ao cenário político e jurídico.
Assessoria Jurídica e o Cancelamento de Notas Fiscais
Em 7 de abril de 2025, o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro emitiu duas notas fiscais, cada uma no valor de R$ 500 mil, para a empresa Copenhagen Assessoria e Consultoria. No entanto, as duas notas foram canceladas no mesmo dia. Segundo o senador, a decisão de não prestar serviços advocatícios à Copenhagen foi sua.
A empresa Copenhagen, para a qual os serviços foram inicialmente propostos, tinha como diretor Artur Figueiredo, um gestor da administradora de fundos Trustee DTVM. Tanto a Trustee quanto Artur Figueiredo são nomes citados nas investigações do caso Master, sob suspeita de envolvimento em fraudes financeiras relacionadas ao banco.
Vínculos da Copenhagen com o Caso Master e Repasses Financeiros
As conexões da Copenhagen Assessoria e Consultoria com o caso Master vão além da figura de Artur Figueiredo. Documentos da Receita Federal, obtidos pela CPI do Crime Organizado, revelam que a Copenhagen recebeu um total de R$ 57,9 milhões do Banco Master entre os anos de 2024 e 2025. Esse volume de repasses financeiros intensifica o interesse das autoridades nas operações da empresa e seus elos com as supostas irregularidades.
A presença de um diretor ligado a investigações e o recebimento de valores expressivos do banco em questão colocam a Copenhagen no centro das atenções, especialmente no contexto das notas fiscais emitidas pelo escritório de Flávio Bolsonaro, mesmo que posteriormente canceladas.
Nova Contratação e a Ligação com a Contábil Correa
Apenas dois dias após o cancelamento das notas para a Copenhagen, em 9 de abril de 2025, o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu uma nova nota fiscal, também no valor de R$ 500 mil, desta vez para a empresa Contábil Correa. O serviço especificado na nota foi de

